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  especial
 
| Renata Turra |

Novos equipamentos de segurança põem a boca no trombone para avisar de um possível afogamento


Alarme na Piscina

 
 

Não deixar os filhos pequenos e animais de estimação sozinhos em locais próximos a piscinas é a regra número um, repetida por 100% dos profissionais de segurança para evitar acidentes. Obedecer a essa norma básica, porém, torna-se mais difícil quando o alvo do perigo encontra-se no quintal de casa

 

 

Dicas de segurança

:: Não deixar crianças brincando sozinhas ou acompanhadas apenas de :: outras crianças em qualquer tipo de piscina
:: Manter a área da piscina cercada para dificultar o acesso das crianças sem a supervisão de um adulto
:: Orientar as crianças para não praticarem saltos ornamentais
:: Utilizar a bóia do tipo colete
:: Em caso de acidente, realizar as manobras de primeiros socorros e levar imediatamente para o hospital.


 

ou nos condomínios residenciais. É quando aumentam as chances de quedas inesperadas, e um simples descuido pode transformar a diversão em contratempos não raras vezes fatais.

Nestas horas, equipamentos e acessórios entram em cena para dar força na tarefa de tornar o local de lazer mais seguro. A última novidade é um alarme que tem a função de botar a boca no trombone quando crianças e animais com mais de seis quilos caírem na piscina. Pelo menos duas marcas já estão disponíveis no Brasil – SOSpool e Pool Alarm, este último fabricado pela empresa mineira Stracta, de Santa Rita do Sapucaí. O aparelho funciona por meio de sensor instalado numa bóia submersa, que ao, ser acionado pela ondulação da água, faz disparar a sirene de 100 decibéis, potência suficiente para que o som seja ouvido pelas pessoas que estiverem dentro de casa.

Numa piscina retangular de 20 metros quadrados, apenas uma unidade faz a cobertura de toda a área. De acordo com o gerente de varejo da Stracta, Waldyr Lauro Kassab, o produto chega ao mercado com a expectativa de vender 50 mil peças anualmente. “A procura por equipamentos que garantam mais tranqüilidade dentro de casa tem crescido a cada dia. Um atrativo do alarme é que ele pode ser instalado sem dificuldades pelo próprio cliente.”

O sargento do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Wellington Horta, acha que a tecnologia ajuda, mas ressalta que nada dispensa a vigilância dos pais ou de um adulto responsável. “A distração é uma das principais causas de afogamento de crianças entre um e cinco anos de idade. Em casa, é fundamental manter a área cercada para impedir que os menores tenham acesso à piscina, desacompanhados”, orienta. Ele lembra ainda que os acidentes podem ocorrer mesmo nas piscinas infantis, aparentemente livres do perigo.

A juíza Júnia Marra não dispensa atenção integral ao filho Pedro, de dois anos e meio, que aos seis meses já freqüentava aulas de natação. “Na hora de brincar na área de lazer do condomínio, dou mil recomendações à babá para não tirar os olhos de cima. E não o deixo entrar na água quando eu ou o pai não estamos por perto”, diz. Júnia aprova o alarme como um item a mais de segurança, mas reco-nhece que a ferramenta não evitaria uma queda acidental. Infalível mesmo, só a prevenção.

   
   
 
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