Palocci deixa Casa Civil

07/06/2011 18:15

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Waldemir Barreto/Agência Senado
None (foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, encaminhou na terça-feira, 7 de junho, à presidente da República, Dilma Rousseff, o seu pedido de demissão, após as pressões decorrentes de denúncias sobre sua evolução patrimonial reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. No período de 2000 a 2006, em que ele atuou deputado federal, o patrimônio do ministro teria aumentado 20 vezes.

 

Palocci coordenou a campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência e em seguida assumiu a equipe de transição. É a primeira baixa do alto escalão do governo da presidenta.

 

É a segunda vez que Palocci é afastado do governo depois de se envolver em crises políticas. Em 2006, ele deixou o cargo de ministro da Fazenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após uma série de denúncias que culminou com o escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

 

Na segunda-feira, 6 de junho, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, arquivou as representações da oposição contra Palocci. A Procuradoria Geral da República havia recebido quatro representações contra o ministro que pediam abertura de inquérito para investigar a evolução patrimonial do ministro nos últimos anos.

 

Quem vai substituir o ex-ministro Palocci é a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que concedeu entrevista coletiva após aceitar o convite da presidente Dilma Rousseff para assumir a chefia da Casa Civil. Ela  falou pouco, mas assegurou que colocará foco na gestão à frente da pasta. Emocionada, agradeceu o voto de confiança da presidente Dilma e se disse "honrada e orgulhosa" pelo convite. "Quero dizer que recebi o convite da presidenta Dilma que me honrou e orgulhou muito. Quero agradecer a ela a confiança que ela tem na minha capacidade de trabalho. Eu vou me dedicar muito, trabalhar muito, para que eu possa entregar a ela o produto que ela quer do meu trabalho", afirmou.

 

Ela explicou ainda que Dilma quer o funcionamento da Casa Civil como uma área de gestão, de acompanhamento dos processos, dos projetos. A senadora também fez uma menção especial a seu antecessor no cargo, o agora ex-ministro Antonio Palocc: "É uma pena perder o ministro Palocci neste governo pela qualidade que ele tem - declarou Gleisi Hoffmann, lembrando que o procurador-geral da República decidiu pelo arquivamento das representações encaminhadas pela oposição contra Palocci".

 

A senadora petista Gleisi Hoffmann está há 22 anos no partido e já foi diretora da Itaipu Binacional

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