Cuidado com a ração humana

13/06/2011 19:09

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None (foto: Divulgação)

Para as pessoas que buscam auxílio na perda de peso ou para as que desejam ter hábitos alimentares saudáveis, a procura por compostos alimentares naturais que prometem reduzir o colesterol, o peso e oferecer ganhos na qualidade de vida são atrativos. Porém, o consumidor deve ficar atento.

 

Segundo nota técnica divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os produtos intitulados como ração humana não poderão usar essa denominação em seus rótulos, levando em consideração que a expressão  genérica ração humana, pode gerar dúvidas no consumidor por não indicar a verdadeira natureza e características dos alimentos.

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) havia divulgado em abril do ano passado, um informe técnico alertando à população e a fabricantes sobre os riscos da ingestão/produção de ração humana, visto que, o alimento não é registrado pela Anvisa.

 

Dentre os alertas voltados para o composto alimentar, a Anvisa proibiu também  a comercialização de rações humanas que divulguem nos rótulos a presença de propriedades medicinais, como redução de colesterol. Para isso, os fabricantes terão que solicitar o registro do alimento junto ao órgão e apresentar estudos que demonstrem tais características. Contudo, estão liberadas frases que informem que o composto faz bem para a saúde, como, por exemplo, a melhora no funcionamento do intestino.

 

As empresas que atualmente vendem ração humana deverão ser notificadas e receberão um prazo para cumprir a medida. Caso isso não ocorra, estão sujeitas a multa de até R$ 1,5 milhão.

 

O nome ração humana faz referência a um composto de fibras e cereais, podendo ter em sua composição alimentos, como açúcar mascavo, linhaça, castanha, colágeno, guaraná em pó, dentre outros.  Entretanto, conforme alerta a diretora de Vigilância Sanitária de Alimentos da SES, Cláudia Parma, esses alimentos não podem substituir as refeições habituais, já que não fornecerem todos os nutrientes necessários para uma alimentação adequada, como carboidratos e proteínas.

 

“A ração deve ser um alimento que mantém nosso organismo em boas condições. Por não ter uma padronização dos alimentos, pode prejudicar a saúde. A presença de substâncias, como guaraná em pó, por exemplo, afeta as pessoas que possuem pressão alta, assim como a presença da farinha de feijão branco e da casca de maracujá, em uso desregrado podem trazer complicações à saúde”, finalizou.

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