Um carro para ser reverenciado

por Fábio Doyle 31/08/2011 09:27

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Eugênio Gurgel
None (foto: Eugênio Gurgel)

A silhueta de formas angulosas é um tanto quanto estranha, mas é só entrar para nunca mais querer sair. Assim é o Range Rover, o modelo top de linha da britânica Land Rover, veículo escolhido pela Rainha da Inglaterra como seu carro pessoal. Um jipão enorme para os padrões de vagas e espaços das garagens e vias brasileiras, que oferece conforto impressionante para todos que nele entram, inclusive as bagagens.

 

Com altura de 1,90 metros de altura e elevada distância do solo, para o acesso ao interior do Range Rover exige pernas ágeis e flexíveis. Mas até isso foi pensado e como cortesia aos demais passageiros, uma tecla na porta do motorista reduz a altura do solo para tornar menor difícil a operação.

 

A versão Vogue, avaliada por nossa reportagem pelo curto prazo de três dias, que apenas pelo nome indica a qualidade e sofisticação dos acabamentos e detalhes é de nos fazer curvar em reverência ao esmero do trabalho.

 

Os bancos, em couro de primeira, são de extremo conforto. Ajustáveis de todas as maneiras possíveis oferecem ainda sistemas individuais de refrigeração e calefação para que em todos os climas e situações o bem estar impere.

 

 

 

Da mesma forma, o volante em couro pode ser aquecido ao toque de um botão para que em dias frios ele se torne um objeto acalentador. No centro do volante inúmeros comandos permitem ao motorista ter o controle de todos os equipamentos sem precisar tirar as mãos e com isso se distrair.

 

O câmbio é naturalmente automático de oito velocidades com seleção feita por meio de uma rodela localizada no console central, que funciona como um controle de temperatura de forma simples e fácil. Para dirigir é só colocar na posição “D” e acelerar. Se quiser uma condução mais esportiva é só usar as aletas que ficam atrás do volante, o já conhecido sistema utilizado nos carros de Fórmula 1 e também disponíveis em vários carros de passeio de categoria superior equipados com câmbio automático.

 

No centro do painel, uma tela digital sensível ao toque apresenta e permite o controle do sistema de som (rádio, CD, Ipod) e do GPS, entre outros. Os porta-luvas são dois. O inferior é o tradicional, para guardar objetos pequenos. O superior traz a disqueteira de  CDs.

 

 

 

Os privilegiados viajam no banco de trás. O conforto dos bancos é o mesmo, o sistema de refrigeração é exclusivo e bem diante de seus olhos, na parte traseira do encosto de cabeça dos bancos dianteiros encontramos uma tela digital para ver TV ou DVD de forma individualizada, com poderosos headphones que ficam guardados em sofisticados estojos no compartimento de objetos das portas. Cada passageiro pode assistir ao programa ou filme de sua preferência sem incomodar ou interferir na conversa dos demais. Tudo foi pensado e projetado nos mínimos detalhes.

 

Melhor ainda é poder assumir o volante do Range Rover Vogue. Nos primeiros momentos a complexidade de comandos, a sofisticação do ambiente e as dimensões do carro nos deixam um pouco confusos e até inseguros. Afinal estamos no controle da jóia da Rainha, um brinquedo que vale R$ 421 mil. Mas após a primeira meia hora passamos a dominar a situação e é como se o carro passasse a fazer parte do nosso próprio corpo. O motor 4.4 litros turbo diesel de alta tecnologia e potência de 313 cv responde pronta e silenciosamente aos comandos do acelerador. As arrancadas e retomadas de velocidade são seguras e rapidíssimas, deixando todos para trás. Nessas horas o Range Rover mais parece um superesportivo. Isso até nas curvas graças ao sofisticado sistema de suspensão e controles eletrônicos que o incorpora. O Range Rover Vogue acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e atinge a velocidade máxima de 210 km/h. O consumo em percurso misto (urbano/rodoviário) é de 10,6 km/l (média), 18,5% menor que o bloco anterior, que tinha motor de 3,6 litros e potência de 272 cv. Em termos de emissões de CO2, a redução, de acordo com a montadora, foi de 14%.

 

 

 

No trânsito urbano o Range Rover parece fazer a mágica de transformar as precárias e esburacadas ruas de Belo Horizonte em tapetes. O conjunto rodas/pneus/suspensão amortecem todas as saliências de forma espantosa, impedindo que o desconforto chegue aos passageiros. Para otimizar ainda mais essa situação a distância do carro em relação ao solo pode também ser controlada por meio de teclas no console central.

 

Um carro com essas características de luxo e sofisticação não nos convida a colocá-lo para rodar em trilhas de terra e empoeiradas. Mas é esse o DNA da marca britânica, agora controlada pelo grupo indiano Tata, e o Range Rover não foge à regra. No nosso curto prazo de avaliação desse modelo não tivemos chance de sentir o seu comportamento nessas situações adversas, mas é sabido que também na terra o carro da Rainha é campeão. Como nos demais membros da família ele tem tração integral, e todos os controles necessários para enfrentar com caminhos tortuosos e, talvez o mais importante, deixando toda a sujeira e poeira do lado de fora. O destaque aqui é o sistema Terrain Response, que faz uma leitura do solo em busca do melhor desempenho do sistema de suspensão.

 

Além da configuração com o novo motor diesel, o Vogue também é oferecido com propulsor 5.0 V8 Supercharger a gasolina, com 510 cv de potência máxima. O preço inicial é de R$ 416 mil.

 

Mercado e concorrência

 

No lançamento do Vogue no Brasil a previsão de vendas era de apenas nove unidades por mês. Os resultados, no entanto, surpreenderam. Com a chegada do Vogue as vendas do Range Rover no Brasil, no período janeiro a julho deste ano foram de 686 unidades, enquanto no mesmo período do ano passado foram de 484 unidades. Os números são da Fenabrave, a federação que representa os concessionários de veículos. Em Minas esses números, segundo a mesma fonte, empatam: 25 em 2011 contra 26 em 2010. Mas a tendência é de crescimento. Diego Rezende, do departamento de marketing da concessionária Terra Nova, que representa a Land Rover em Minas Gerais, conta que após a chegada do Range Rover Vogue para demonstração aos clientes, no início de julho, foram fechadas vendas de cinco unidades do modelo.

 

Não há como falar em concorrência para o Range Rover. É sem dúvida um SUV (utilitário-esportivo), mas por suas características exclusivas, design inusitado e esquisito, unindo o que há de mais sofisticado e evoluído em termos de conjunto moto propulsor, suspensão, tecnologia de conforto e segurança o Range Rover Vogue é, como diriam os franceses, uma peça hors concours. Quem o compra busca o que há de melhor; usará o carro muito mais na cidade e em estradas bem pavimentadas, mas não quer ter de trocar de veículo se, por acaso, for chamado para um desafio off-road.

 

Evoque chega em novembro

 

A Land Rover também anunciou que o Evoque, lançamento mais aguardado da marca no ano, chegará ao Brasil em novembro. De acordo com o diretor-presidente da montadora no país, Flávio Padovan, o preço será mantido em segredo absoluto até lá.

 

O novo SUV será a versão de entrada da linha Range Rover. Ele foi apresentado no Salão de Paris, em setembro passado, e também foi visto no Salão de SP, em outubro. É o modelo mais compacto, leve e econômico já produzido pela marca.

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