Lançamento da Renault

por Fábio Doyle 05/10/2011 07:54

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None (foto: Divulgação)

FOZ DO IGUAÇU (PR) - A francesa Renault ganha nova força no Brasil com a chegada do SUV Duster, que promete dar muito trabalho a seu principal e único concorrente nacional, o Ford Ecosport, líder de vendas no segmento há muitos anos. Entra também nessa briga o coreano Hyundai Tucson.
Diferentemente do concorrente Ford, o Duster já nasce como um off road de verdade e não apenas na aparência. Ele já chega com oferta de tração nas quatro rodas. São seis versões de acabamento com oferta duas motorizações: uma 1.6 16V com 115 cv de potência e outra 2.0 16V com 142 cv de potência. O câmbio é manual de cinco marchas para o motor 1.6, manual de seis marchas ou automático de quatro para as versões com motor 2.0.

 

No Duster o acabamento interno é compatível com o segmento de entrada do segmento de SUVs compactos, mas em relação ao Ecosport o representante da Renault é mais amplo, tanto para os passageiros como para as bagagens.

 

 

 

Os preços são muito competitivos e praticamente se igualam ao do Ford Ecosport. A versão de entrada com motor 1.6 16V tem preço sugerido de R$ 50.900 e a mais cara com motor 4x4 sairá por R$ 64.600. A Renault aponta também como vantagens do seu SUV, em relação ao concorrente, a garantia de três anos e o custo de assistência técnica. No Duster, o gasto com as revisões programadas nos três primeiros anos é de R$ 1.071 enquanto com o Ecosport é de R$ 2.500, informou a Renault.

 

Brasil é prioridade

 

A importância do Duster para o plano de crescimento da Renault na América Latina ficou clara pela presença de Carlos Ghosn, principal executivo do grupo francês no mundo. O crescimento da Renault no Brasil é maior do que o do mercado e o país já é o segundo mais importante mercado da Renault no mundo, disse Ghosn. Em 2005 as vendas da Renault no país foram de 47 mil unidades, em 2010 atingiram 160 mil e a expectativa é encerrar 2011 com 200 mil veículos comercializados no país. O crescimento da marca francesa no Brasil em 2010 foi de 36% ante a evolução de 10% do mercado brasileiro de veículos. Em 2011, até setembro a Renault cresceu 20% e o mercado, como um todo, 7%, informou a montadora. Em termos de participação no mercado brasileiro a Renault fechou 2010 com 4,8% do mercado e tem planos de fechar 2011 com 6,7%.

 

 

 

O fortalecimento da rede está sendo trabalhado com intensidade. O plano é terminar 2011 com 200 concessionários autorizados no país. Para isso, de hoje até o final do ano a Renault irá inaugurar uma revenda por semana, revelou Frederic Posez, diretor de marketing da montadora.
A meta inicial de vendas do Duster no mercado brasileiro é de 2.500 unidades por mês. Cerca de 3 mil unidades do novo SUV já foram faturadas à rede, sendo que hoje, 1.500 consumidores já haviam feito sua reserva para compra. O Ford Ecosport emplacou 3.457 unidades em agosto e 2.692 em setembro, segundo dados da Fenabrave, a associação dos revendedores.

 

Investimentos virão de qualquer jeito

 

Carlos Ghosn não mediu palavras para ressaltar a importância do mercado brasileiro para o grupo Nissan-Renault. Ele disse que Brasil, Rússia e Índia são hoje os três mercados prioritários para a Renault. Não é por outro motivo que irá anunciar ainda esta semana investimentos de R$ 1,5 bilhão na ampliação das operações no Paraná. O protocolo de intenções que será assinado por Ghosn e pelo governador Beto Richa prevê o aumento de produção na fábrica de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba), lançamento de novos modelos (iniciado com o Duster), criação de um centro tecnológico de desenvolvimento de novos produtos para as Américas, um centro de engenharia e treinamento e outro para a distribuição de peças. A execução desse projeto irá criar 2 mil empregos, dos quais mil ainda neste ano.

 

Sobre a IPI diferenciado Ghosn procurou na criticar a medida, mesmo porque a Renault não foi por ele afetada, já que não importa carros da França, apenas de países do Mercosul, no caso Renault, e México, no caso Nissan.

 

 

 

Ghosn disse que “as montadoras vão investir no Brasil, não importa o que”. Acrescentou que “as medidas brasileiras (IPI diferenciado) não vão modificar as tendências, vão acelerar essas tendências”.

 

Culpou os impostos muito altos e o custo de algumas matérias primas no país pelo preço muito alto que o consumidor brasileiro paga pelos carros. “O aço brasileiro é o mais caro do mundo apesar de ser o Brasil o país que mais tem e mais exporta minério de ferro”, lembrou.
 O Brasil é um o país em que os automóveis custam mais caro no mundo. Nas contas de Ghosn, os preços dos carros no Brasil embutem entre 40% e 48% de impostos. Esse é o verdadeiro culpado pelos preços absurdos praticados no país, deixou entender Ghosn, que informou que a lucratividade aqui praticada pelo grupo que comanda é a mesma de todos os países onde a Renault está presente. Um exemplo disso é que o mesmo Duster que aqui chega custando R$ mais de R$ 50 mil, na Argentina será vendido por US$ 22 mil, o que equivale hoje a aproximadamente R$ 39,5 mil.

 

 

 

* O jornalista viajou a convite da Renault do Brasil

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