Palco sem fronteiras

por Pabline Félix 05/06/2012 08:10

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Espetáculo Abito (foto Roberto Palermo)

Da tradicional arena teatral para ruas, praças, parques, marquises e até elevadores. A 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), que começa dia 9 de junho (veja programação completa abaixo), quer ser lembrada por transformar em palco os mais inusitados lugares da cidade. O esforço por descentralizar os ambientes culturais de Belo Horizonte, principal marca do festival, chega neste ano a seu ápice: 60 diferentes espaços receberão 143 apresentações de 41 espetáculos – sendo 19 internacionais e 12 nacionais, escolhidos pela curadoria de Marcelo Bones, Grace Passô e Yara de Novaes, e 10 apresentações locais selecionadas por meio de um edital publicado pela Fundação Municipal de Cultura. Essa é a maior programação em 18 anos de existência, informa Rodrigo Barroso, coordenador geral do FIT-BH. “Nossa preocupação nunca foi estabelecer recordes. Isso foi uma consequência da nossa busca original, que é espacializar’ ao máximo o festival e possibilitar a toda cidade beneficiar-se dessa política pública transformadora”, afirma.

 

Segundo Barroso, a programação deste ano trará 50% dos espetáculos na rua, distribuídos pelas nove regionais da prefeitura. Esta dispersão se relaciona à principal novidade da edição: a escolha de um conceito para nortear o trabalho da organização do festival é medida inédita. “Todos os espetáculos participantes abordam o conceito de ‘fronteiras’ a partir de três eixos: o primeiro é a fronteira do teatro com as outras artes, como música, vídeo, cinema, artes plásticas. Teremos um intercâmbio entre mídias muito grande. O segundo é a fronteira com a cidade: o teatro existe como lazer, mas também serve para discutir as preocupações do urbano. Por isso a importância de se ocupar o espaço público com a arte.

 

O terceiro eixo discute a fronteira do teatro entre países, que supera as visões locais para atingir temas universais”, explica Marcelo Bones, diretor artístico do festival. “Estamos falando de discutir tanto as fronteiras físicas quanto as ideológicas, sociais, políticas. É pensar que o teatro é uma forma de expressão universal e que se ocupa, na atualidade, de lançar perguntas – e, às vezes, de tentar respondê-las – sobre o mundo em que vivemos e que construímos, que é tão diverso do mundo de 40, 50 anos atrás”, completa Thaís Pimentel, presidente da Fundação Municipal de Cultura.

 

Organizado pela primeira vez em 1994, o FIT-BH é o segundo maior festival internacional de teatro do país – só perde para o Porto Alegre Em Cena, na capital gaúcha, que realiza neste ano sua 19ª edição – e um dos cinco maiores da América Latina. “Atingimos a maturidade com um excelente retorno do público. Mas, apesar disso, foi preciso repensar seu formato para continuar proporcionando esse encantamento próprio da arte. Surpreender a cidade em 1994 era muito mais fácil do que é hoje. As pessoas viajam mais, circulam e consomem arte de outros lugares. Por isso, o público pode aguardar apresentações inspiradas, que vão explorar a cidade e provocar”, promete o coordenador.

 

Neste ano, o FIT fortalece o seu lado reflexivo com oficinas, palestras, estágios de convivência e contribuições de outras artes. Pela primeira vez, uma mostra cinematográfica integra a grade e exibe filmes relacionados às artes cênicas inéditos em Belo Horizonte. No Parque Municipal, um espaço destinado à troca de experiências entre artistas e público, batizado de “Ponto de Encontro”, será palco para a mostra Movimentos Urbanos, que reúne trabalho de 32 artistas dos setores de música, artes visuais e artes cênicas.

 

Local: 60 espaços da cidade (teatros, ruas e locais alternativos)
Data: de 9 a 24/06
Horário: conforme programação
Ingressos (espetáculos de palco): R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

 

Pontos de venda:

 

Fnac
Leitura (Savassi e BH Shopping)
Bilheteria do teatro Marília
Bilheteria do teatro Francisco Nunes
www.ingressorapido.com.br
ou pelo telefone 4003-1212

 

Informações: (31) 3277-4366

 

 
Espetáculos internacionais:
 
– Palco
 
Christian Glaus
Quiet (Arkadi Zaides Company) — Israel
 
Alicia Rojo
Los Hijos se han dormido (Companhia Daniel Veronese) — Argentina
 
Roberto Palermo
Abito (Fondazione Pontedera Teatro) — Itália
 
Voyageurs lmmobiles (Compagnie Philippe Genty) — França
 
Translunar Paradise (Theatre Ad Infinitum) — Inglaterra
 
Giampaolo Samã
Tercer Cuerpo (Timbre 4) — Argentina
 
David Ruano
Golgota Picnic (La Carniceria Teatro/Teatre Garonne) — Espanha/França
 
Um, nenhum e cem mil (Cacá Carvalho) — Brasil/Itália
 
– Rua
 
Antagon TheaterAKTion
Time Out (Antagon) — Alemanha
 
Victorino Tejaxun
Oxlajuj B’Aqtun (Centro Cultural Sotzil Jay) — Guatemala
 
Roberto Palermo
Lisboa (Fondazione Pontedera Teatro) — Itália
 
Cristina Fontsaré
Dominio Publico (Roger Bernat/FFF) — Espanha
 
– Espaços alternativos
 
Francesca Sissa
El Ultimo Ensayo (Yuyachkani) — Peru
 
Miguel Rubio
Sin Titulo-Tecnica Mixta (Yuyachkani) — Peru
 
Transfiguration (Olivier de Sagazan) — França
 
VilIa + Discurso (Teatro Playa) — Chile
 
Wilson Garcia
EI Autor Intelectual (La Maldita Vanidad) - Colômbia
 
Juan Pablo Urrego
Los Autores Materiales (La Maldita Vanidad) — Colômbia
 
Viktor Kronbauer
The Theater (Farm in The Cave) — República Tcheca
 
Espetáculos nacionais:
 
– Palco
 
Bárbara Copque
Estamira (Beatriz Sayad/Dani Barros) — Rio de Janeiro
 
Nil Caniné
Depois do Filme (Aderbal Freire Filho) — Rio de Janeiro
 
Carlos Gueller
O Mistero Buffo (Grupo La Mínima) — São Paulo
 
– Rua
 
Lua Almeida
A Farsa do Advogado Pathelin (Rosa dos Ventos) — Presidente Prudente
 
Rafael Escocio
Por que a gente nâo é assim? Ou por que a gente é assado? (Grupo Bagaceira) — Fortaleza
 
Pablo Pinheiro
Sua incelênça, Ricardo III (Clowns de Shakespeare) - Natal
 
– Espaços alternativos:
 
Bob Sousa
Ópera dos vivos (Cia. do Latão) — São Paulo
 
João Milet Meirelles
Bença (Bando de Teatro Olodum) — Salvador
 
Catillça Bernardes Miranda
O Idiota (Mundana Cia. de Teatro) — São Paulo
 
Espetáculos locais:
 
– Palco
 
Bianca Aun
Eclipse (Grupo Galpão)
 
Guto Muniz
Antes do Silêncio (Eid Ribeiro)
 
Guto Muniz
Nesta data querida (Cia. Luna Lunera)
 
Rubens Nemitz Jr.
Sobre dinossauros, galinhas e dragões (Primeira Campainha)
 
Eliane Torino
A mulher sem pecado (Cia. Arlecchino de Teatro)
 
Netun Lima
Dressur + Play it Again (Grupo Oficcina Multimédia/Grupo de Percussão da UFMG)
 
– Rua
 
Guto Muniz
Romeu e Julieta (Grupo Galpão)
 
 Ilana Lansky
Ressonâncias (Quik Cia de Dança)
 
NAUM Produtora
Naquele bairro encantado (Grupo Teatro Público)
 
Pedro de Philipis
Palhaços à vista (Cia. Circunstância)
 
– Espaços Alternativos
 
Marco Aurélio Prates
Medeiazonamorta (Grupo Teatro Invertido)
 
Pedro de Filippis
A pequenina América e sua avó $ifrada de escrúpulos (Mayombe Grupo de Teatro)
 

 

Clique na imagem abaixo para ampliar a grade de espetáculos

 

 

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