Ser exigente na escolha de parceiro não é sinal de relação de qualidade

Especialista explica como a rigidez na hora de escolher o companheiro, namorado ou mesmo para beijar na boca sem compromisso, pode ser prejudicial

por Da redação com assessorias 10/04/2013 10:38

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(foto: SXC)
Hoje em dia achar um parceiro para relacionamento sério é um desafio. Mesmo Belo Horizonte sendo a capital mundial dos bares, as "ficadas", ou seja, encontros casuais sem compromisso, são muito comuns. A situação para as mulheres que buscam parceiros no Brasil é ainda mais complicada, já que em nosso país, a diferença populacional entre os gêneros chega a 3,9 milhões a menos de homens, segundo o censo 2012 do IBGE.

Quem vive o drama de não achar o parceiro ideal é a publicitária A. P. C. B., de 30 anos, que não quer se identificar e prefere se relacionar com homens mais altos do que ela – que está acima da média das demais mulheres, com 1,77 m. Exigente, mesmo sabendo que há poucos homens que podem encaixar nesse perfil,  ela não dá o braço a torcer: “Fico mais confortável e atraída com os mais altos. Presto menos atenção em homens menores do que eu. Também sou firme, decidida, objetiva, além de ser alta. Poucos homens se sentem seguros com mulheres assim. Não é fácil encontrar parceiros”.
 
Muitas pessoas se encontram na mesma situação da publicitária, ou seja, seguem à risca os critérios de escolha de parceiros, e devido a tantas exigências, são poucas as oportunidades de se achar alguém. Esse tipo de comportamento pode ser prejudicial, de acordo com a sexóloga e psicóloga Cida Lopes: “A pessoa cria uma expectativa dentro do que ela imagina e não dentro do que a pessoa realmente tem à frente. As oportunidades podem não atender a tudo e a todos. Quanto mais rigidez, menos chances você dá ao outro. Uma das consequências disso é a pessoa ficar cada vez mais sozinha, de não ter parceiros, porque aquilo que ela quer pode não chegar pronto”.
 
Denise Reis/Divulgação
A psicóloga Cida Lopes: "Quanto mais rigidez, menos chances você dá ao outro" (foto: Denise Reis/Divulgação)
O engraçado é que mesmo que está aberto a relações com indivíduos de perfis variados corre risco de não se dar bem mais vezes do que os mais exigentes. O gerente de projetos R. D. R., de 30 anos, que também não quis ter sua identidade revelada, assume que não é tão seletivo em relação à aparência da parceira, e por conta disso já teve algumas surpresas: “Algumas vezes, a pessoa não batia, por ser de uma cultura ou comportamento incompatível, divergências que atrapalham e que não tem como serem totalmente identificadas no primeiro encontro. Na falta de afinidades, a relação toma um rumo indesejado ao invés de evoluir”.
 
A dúvida, questão, é como dosar as exigências de cada um para que elas não afetem a relação desde o primeiro encontro? Para a especialista Cida Lopes, é preciso determinar os próprios objetivos: “A forma acelerada como acontecem esses primeiros encontros é que geram grande parte das frustrações. Homens e mulheres saem à ‘caça’ e ‘encenam um teatro’ para conseguir um parceiro, não levando em consideração que o outro tem grande chance de também estar no momento de ‘faz de conta’. Nesse contexto de encenação, raramente as relações têm continuidade".

Segundo a psicóloga, os vínculos são construídos a partir da convivência, da troca, do tempo. Quando nos damos a oportunidade de conhecer o outro, respeitando as coisas que são importantes para nós, são grandes as chances de se fazer escolhas certas, evitando, assim, frustrações futuras.

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