Complexo arquitetônico da Pampulha completa 70 anos

Conjunto que foi idealizado por Juscelino Kubitschek e desenhado por Oscar Niemeyer, foi inaugurado em 1943. Intenção era atrair moradores ao vertor norte da cidade

por Agência Minas 16/05/2013 16:59

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Arquivo Estado de Minas
Vista panorâmica do cassino, que hoje abriga o Museu de Arte da Pampulha (foto: Arquivo Estado de Minas)
Conjunto arquitetônico agrega relevante patrimônio artístico e cultural. Unesco analisa o reconhecimento da região como Patrimônio da Humanidade

Um dos principais cartões postais de Belo Horizonte, o complexo arquitetônico da Lagoa da Pampulha completa 70 anos. Inaugurado em 1943, o mais importante conjunto artístico, paisagístico e urbanístico da capital mineira foi encomendado pelo então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, a renomados artistas e profissionais da época.

Candido Portinari, Alfredo Ceschiatti, Burle Marx e Oscar Niemeyer estão entre os responsáveis por arquitetar e decorar o cassino (atual Museu de Arte), a Igreja de São Francisco de Assis, o Iate Tênis Clube e a Casa do Baile.

Na esteira do complexo arquitetônico, incorporou-se o Aeroporto da Pampulha, construído antes mesmo da represa, e, mais tarde, o campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fundação Zoobotânica, o Mineirinho e o Mineirão, que passou por uma recente obra de modernização para receber os jogos das copas das Confederações e do Mundo, em 2013 e 2014, respectivamente.

Tombado nas esferas municipal, estadual e federal, o símbolo da capital aguarda análise para receber da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. A expectativa é de que toda a documentação seja encaminhada à Unesco em dois anos.

Lagoa será revitalizada

A Lagoa da Pampulha é outro destaque da região. A orla, com 18 quilômetros de extensão, é um dos cenários preferidos pelos belo-horizontinos para a prática de esportes. Segundo a Copasa, a bacia hidrográfica da Lagoa da Pampulha será recuperada, com o tratamento e a despoluição. Com as obras, 95% do esgoto que chega à lagoa serão coletados e tratados até dezembro deste ano.

“Vamos deixar a lagoa na classe três, referente a lagos onde se pode praticar esportes náuticos, como pedalinho, barco e caiaque”, destaca o gestor do Programa de Despoluição da Lagoa Pampulha, Valter Vilela.

A nova Estação Elevatória de Esgoto Pampulha, cuja capacidade é para 24 milhões de litros de esgoto por dia, bombeará todo esgoto recebido da margem esquerda da lagoa para a margem direita, de onde será encaminhado para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Ribeirão do Onça.

A estação possibilitou o atendimento, com coleta e interceptação dos esgotos, nos bairros Tijuca, Amendoeiras, Bom Jesus e parte do Xangrilá, de Contagem. Com ela, foi possível desativar quatro antigas elevatórias e reduzir o custo de operação. A Copasa implantou cerca de 12 quilômetros de redes coletoras e interceptoras nas sub-bacias da margem esquerda da lagoa.

Desde 2002, a Copasa já investiu cerca de R$ 430 milhões na região, com destaque para a aplicação de R$ 179 milhões na ETE Ribeirão do Onça, incluindo a implantação do tratamento secundário.

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