Toca de tatu gigante descoberta na Serra do Gandarela

Pesquisador paulista encontra chamada paleotoca, que era usada pelo gliptodonte, espécie de tatu que foi extinto há 10 mil anos

05/06/2013 18:55

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Divulgação
A paleotoca da Serra do Gandarela tem 340 metros de comprimento (foto: Divulgação)

Além das belezas naturais e de jazidas de minério de ferro, a região da Serra do Gandarela, que faz parte das cidades de Caeté, Santa Barbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Itabirito e Raposos, que está em processo para se tornar um parque, também tem importância arqueológica: foi descoberta uma paleotoca usada por gliptodontes (tatu gigante) há mais de 10 mil anos.

A descoberta da paleotoca se deu em 2011, através do professor Francisco S. de Carvalho e Buchmann, da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho, porém só agora ele deve levar a público a notícia. "No norte de Minas cheguei a catalogar 16 tocas. A do Gandarela, porém, é a maior que já vi, com 340 metros de largura", explica. Segundo ele, o estudo retratando as características desse tesouro arqueológico deve sair em agosto.

 

A área do Gandarela está numa disputa entre a mineradora Vale, que descobriu importante jazida de minério de ferro na área da serra, e a população do entorno, que quer a criação de um parque nacional. Apesar dessa situação, a Vale já se adiantou e comunicou que a área que engloba a paleotoca será preservada.

Essas tocas são resultado do trabalho dos gliptodontes, espécie de tatu gigante, extinto há 10 mil anos, que media 1,5 metros de altura por quatro de comprimento (veja ilustração) e pesava cerca de 250 quilos. Eles herbívoros, nativos do continente americano, e tal qual seu parente moderno, vivia debaixo da terra, onde se reproduzia e procurava abrigo. A dura carapaça o protegia contra os inimigos.

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