Vitrine da indústria da construção

Maior evento do setor em MG, Minascon/Construir Minas completa 10 anos e deve gerar R$ 120 milhões em negócios, 26% a mais do que em 2012, quando faturou R$ 95 milhões

por Pedro Rocha Franco 20/06/2013 11:48

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Divulgação
Milhares de pessoas na Minascon do ano passado: no total, mais de 34 mil visitantes em quatro dias de feira (foto: Divulgação)
Da simples ideia de reunir os diversos eventos do setor à consolidação da mais completa feira de construção civil do país. No aniversário de 10 anos da Minascon/Construir Minas – 10º Encontro Unificado da Cadeia Produtiva da Indústria da Construção, evento realizado pela Fiemg, o balanço confirma a significativa evolução do evento. Em números, somente de 2010 para cá os negócios cresceram 50%. Soluções práticas para redução de custo e de tempo e equipamentos altamente sustentáveis estão entre os produtos encontrados na feira. Mas, segundo participantes, além das novidades de mercado, muito importante é a possibilidade de discutir temas relativos à construção civil.

O evento se divide entre a feira de produtos e um conjunto de mostras e palestras sobre temas importantes para a construção civil. De um lado, são centenas de marcas nacionais e estrangeiras apresentando o que há de mais inovador no setor. Considerando as expectativas de vendas de 2013 somadas aos valores negociados em 2010, 2011 e 2012, a feira resultou em quase meio bilhão de reais de faturamento (veja quadro). Do outro, especialistas debatem os rumos da construção civil.

Presidente da Câmara da Indústria da Construção da Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos lembra que, em 2003, a ideia inicial era de tão somente reunir os cinco ou seis congressos do setor em único evento. Atualmente, os sindicatos participantes elaboram seus projetos para apresentar no Minascon/Construir Minas. Tanto que, segundo ele, a partir da edição do ano que vem, o evento deve ser dividido entre Expominas e Minascentro, para permitir continuar o crescimento. “Aqueles que levam seus produtos têm hoje a convicção que estar no Minascon significa negócio, significa mercado”, afirma Teodomiro, que também é vice-presidente da Fiemg.

Pedro Nicoli/Encontro
Lúcio Silva, do Siprocimg: bloco de concreto econômico que não precisa de serragem nem concreto para preenchimento é novidade na Minascon (foto: Pedro Nicoli/Encontro)
O Sindicato das Indústrias de Produtos de Cimento do Estado Minas Gerais (Siprocimg), por exemplo, reúne no mesmo espaço diversas empresas associadas em um estande de 390 m². Entre as novidades, estão produtos desenvolvidos de acordo com parâmetros sustentáveis, como areia artificial e bloco de concreto econômico. O bloco Sigma permite que seja erguido muro de arrimo sem ser necessário usar serragem, nem concreto para preenchimento. Além disso, o produto abre espaço para que seja feito o plantio de mudas, o que garante um jardim vertical em vez de um paredão de concreto.

O presidente do sindicato, Lúcio Silva, considera a feira a melhor vitrine para as empresas apresentarem seus negócios e, assim, acaba por incentivar que a cada ano novas ideias sejam criadas até a chegada do evento. Segundo ele, a reunião de mercado, empresas e consumidor é uma oportunidade e tanto. “É a chance para fidelizar o cliente. Ele toma um café com você, conversa de negócios e outras coisas, fala de projetos e ai começa o namoro. Mesmo que uma venda não se efetive na hora, é comum que meses depois aconteça”, afirma Lúcio Silva.

Editoria de Arte
(foto: Editoria de Arte)
Diferentemente de outros eventos do setor no Brasil, o Minascon/Construir Minas extrapola os limites da feira, o que lhe garante o status de o mais completo. Desde a primeira edição, um dos eventos absorvidos é o congresso técnico de materiais realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). A convite da organização, a partir de sua terceira edição, o congresso passou a integrar a feira, contribuindo para evolução teórica do setor. “A pauta do congresso é definida de acordo com o tema do momento”, afirma o vice-presidente da Área de Materiais, Tecnologia e Meio Ambiente do Sinduscon-MG, Geraldo Jardim Linhares Júnior.

Nos primeiros anos, os temas variaram de qualidade e produtividade até a análise de normas relacionadas ao concreto, aço e drywall. Nos anos seguintes, o tema foi a destinação de resíduos. A implantação do programa Minha Casa, Minha Vida o colocou em voga. A partir de 2008, as palestras, debates e painéis tiveram a sustentabilidade como tema central. Entre outros, a discussão teve foco no guia elaborado pela Fiemg sobre o assunto. Nos últimos anos, o assunto se manteve, mas com o foco voltado para inovações e as normas de desempenho. “Ajudamos muito na evolução técnica. Temos problemas e eles são discutidos para serem sanados. Os participantes vão ter a oportunidade de escutar alguém de renome falando sobre o que está acontecendo na construção”, diz Geraldo Linhares.

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