Tribo pataxó tem ajuda para recuperar costumes e alimentação tradicional

O projeto é da Emater-MG no município de Carmésia, região leste de Minas, que abrange as aldeias de Retirinho, Sede e Imbiruçu

por Agência Minas 25/06/2013 15:56

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Emater-MG/Divulgação
As tribos que estão no projeto da Emater-MG são da cidade de Carmésia, leste de Minas Gerais (foto: Emater-MG/Divulgação)

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) participa dos movimentos de resgate cultural de indígenas, no Leste de Minas, implantando hortas comunitárias não convencionais em aldeias pataxós no município de Carmésia. O trabalho da Emater-MG vai ao encontro de outros projetos desenvolvidos nas aldeias de Retirinho, Sede e Imbiruçu, que objetivam resgatar a língua da etnia pataxó, a alimentação tradicional e os costumes perdidos ou esquecidos na convivência com outros povos e acesso à tecnologias.

 

Em Carmésia, três aldeias estão localizadas na Fazenda Guarani. Elas descendem dos pataxós do sul da Bahia, de Coroa Vermelha, que migraram para o município em 1951, devido a conflitos e lutas políticas. A fazenda foi demarcada na década de 1990 e possui uma área de 3.678 hectares. Antes destes grupos, o município era habitado pelos Krenak e outros grupos de pataxós.

 

As aldeias sobrevivem de plantações de subsistência, venda de artesanatos e programas dos governos estadual e federal e de apoios da Fundação Nacional do Índio (Funai). Para melhorar a vida dos indígenas e colaborar com a fixação dos membros nas aldeias, a Emater-MG está desenvolvendo no local os projetos “Hortaliças Não Convencionais” e “Horta Comunitária”.

 

O programa é realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e visa resgatar a alimentação típica da culinária indígena com alimentos agroecológicos. Mandioca, batata-doce, mangarito, vários tipos de inhame, azedinha, peixinho, ora pro nobis, entre outros cultivos, estão sendo resgatados no cardápio alimentar da aldeia.

 

“A expectativa é que a iniciativa resulte num evento de pratos típicos preparados à base destes alimentos da cultura pataxós, em julho ou agosto deste ano, em data a ser definida pela comunidade”, informa o coordenador técnico de Bem Estar Social da Emater-MG, Marcondes Carvalho.

 

Em Retirinho, além da ampliação da lavoura de mandioca, a Emater-MG projeta implantar uma fábrica de farinha de mandioca, para gerar renda comunitária. Aproveitando a fartura de água na região, a Emater-MG está implantando um projeto de piscicultura para enriquecer a alimentação.

 

“Caso a produção exceda à subsistência, a própria cidade absorverá a produção, gerando lucro para a comunidade. E com foco ainda na subsistência e renda, a Emater-MG está desenvolvendo a apicultura em Retirinho”, relata Marcondes Carvalho.

Segundo informa o coordenador, a aldeia Retirinho, da cacique Cijanete, está com o projeto mais avançado. Na aldeia Sede, do cacique Mezaque, a horta comunitária está se iniciando e, a Imbiruçu será a próxima a se beneficiar com os projetos da Emater-MG.

 

Para participar dos projetos de resgate da alimentação, jovens e adultos são incluídos em cursos de capacitação. Além disso, a Emater-MG participa do processo de inclusão dos pataxós em programas como o Minas Sem Fome, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e no Programa Nacional de Alimentação Escolar, para onde destinam parte de suas produções.

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