Hora de ficar alerta

Atenção: apesar de ainda estar sob controle, especialistas afirmam que há chances de ocorrer um novo pico de gripe suína em Minas Gerais. Doença já causou mortes no estado este ano

por Daniela Costa 08/07/2013 16:05

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Alessandro Assunção/ON/DA Press
Em 2011 o governo federal lançou uma campanha de vacinação em massa contra a gripe H1N1 (foto: Alessandro Assunção/ON/DA Press)
Tão preocupante quanto a dengue, a gripe suína, causada pelo vírus influenza A H1N1,já causou mortes em Minas Gerais este ano (até o momento já são cinco óbitos). Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o vírus continua a circular e produz surtos localizados. “A circulação do vírus influenza já era esperada no período de inverno, e o número de casos ocorridos até o momento está dentro do previsto”, diz Janaína Fonseca Almeida, coordenadora estadual de Doenças e Agravos Transmissíveis.

Para prevenir um novo pico epidêmico, a secretaria lançou, em junho, um plano de combate ao vírus, que consiste em vigilância em saúde, comunicação e mobilização social e assistência à saúde. “São medidas que, sendo realizadas em conjunto, são suficientes para diminuir o número de casos da doença. O controle é realizado principalmente por meio dos métodos preventivos”, diz Janaína. O infectologista Carlos Starling, vice-presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, lembra que, durante a última epidemia, em 2009, houve a criação de um comitê com representantes de várias entidades, que mantinham encontros semanais para discutir as medidas a serem adotadas. “Foi uma experiência vitoriosa, que deveria ser repetida. Hoje, com a vacina e medicamentos disponíveis, temos muito mais condições de enfrentar o problema do que há quatro anos.” O médico alerta que, apesar de ainda não existir uma epidemia, a situação pode se agravar. A suspeita é confirmada pelo professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Ênio Pietra. Segundo ele, houve um aumento significativo na incidência do vírus. “A mudança na frequência da infecção caracteriza sim uma epidemia”.  
 
Para evitar a proliferação do H1N1, a população deve adotar medidas preventivas, como evitar locais fechados, lavar as mãos, utilizar álcool gel e ter cuidado ao espirrar ou tossir. Buscar ajuda médica ao sinal dos primeiros sintomas é fundamental, já que o medicamento tem maior eficácia nas primeiras 48 horas de início da doença. Já o uso de máscara é indicado apenas em situações específicas, pois o vírus pode ser transmitido tanto pelas mãos quanto pelo ar. A vacina também é indicada, mas atinge apenas a parte da população considerada de risco, tais como portadores de diabetes, doenças graves do coração, aids, câncer e extremos de idade - menores de dois anos e maiores de 65 anos, além de gestantes.

Um dos principais agravantes da gripe suína é apresentar sintomas comuns a várias doenças respiratórias, como coriza, dor de cabeça, dor no corpo, febre e tosse. Por isso, é bom ficar atento. “Nas infecções provocadas pelo influenza, estes sintomas são mais exuberantes, podendo levar a quadros graves e internação imediata”, explica Starling. A doença pode levar a insuficiência respiratória, lesão muscular e vascular, insuficiência renal, edema pulmonar e cerebral, insuficiência cardíaca e distúrbios metabólicos graves. Na dúvida, o melhor é procurar o médico.

João Paulo Martins
(foto: João Paulo Martins)

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