Lâmpadas incandescentes acima de 60 watts deixando de existir

A Cemig estima que, com o fim desse tipo de iluminação, que gera mais calor que luz, a conta de energia pode reduzir em até 13%

por Agência Minas 18/07/2013 11:19

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Passou a vigorar no país mais uma fase da legislação que proíbe a produção e importação de lâmpadas incandescentes de uso geral, com potências entre 61 e 100 watts, que não atendem a níveis mínimos de eficiência energética. Os comerciantes podem comercializar o estoque existente até dia 31 de dezembro deste ano. A norma consta da portaria 1007/2010, do Ministério de Minas e Energia, que visa minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica.

Esse tipo de lâmpada deve ser substituída pelas lâmpadas fluorescentes compactas (LFCs), halógenas, ou mesmo as de LED. No caso das lâmpadas de 60 watts, a data limite para fabricação e importação é 30 de junho de 2014; a de comercialização se encerra em 30 de junho de 2015. A substituição desse modelo, usualmente adotado nas residências brasileiras, por uma unidade eficiente de 15 watts pode garantir vida útil de até 6 anos.

De acordo com estimativa da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), no estado, devem existir cerca de 16 milhões de lâmpadas de 60 watts. Como elas devem ser substituídas pelas fluorescentes comuns, de 15 watts, é possível ter uma redução de 45 watts por unidade, o que dá 720 MW a menos na área de concessão da empresa.

Em um mês, a economia de energia pode chegar a 72 GWh, o que seria suficiente para atender uma cidade de 600 mil habitantes, do porte de Uberlândia ou Contagem.  Já para uma família que tem um consumo médio de 150 KWh/mês, e possua quatro lâmpadas de 60 watts, a substituição pelas fluorescentes pode representar uma economia de 13% no valor da conta de energia.

"A medida visa minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica, já que elas consomem quatro vezes mais que as lâmpadas fluorescentes compactas e duram seis vezes menos. Para se ter uma ideia, a economia apenas com a redução de energia – sem considerar os custos das seis trocas que são evitadas – durante a vida útil da lâmpada compacta é de R$ 250 no caso da substituição da incandescente de 100 watts e de R$ 150 no caso da 60 watts”, explica Fernando Queiroz de Almeida, engenheiro de soluções energéticas da Cemig.

Atualmente, cerca de 140 milhões de lâmpadas incandescentes com potências entre 60 e 100 watts são comercializadas por ano no Brasil. A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação estima que 40% desse total são produzidas no país, sendo o restante importado.

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