Audi volta a produzir no Brasil

por Fábio Doyle 18/09/2013 15:32

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(foto: Scx.hu)
No rastro do Inovar Auto, programa federal que beneficia os fabricantes que importam carros e decidem investir no País, a Audi anunciou hoje, com investimento de 150 milhões de euros, seu retorno ao Brasil como fabricante de automóveis após sete anos de ausência. A marca produziu o A3 na unidade industrial de Curitiba de 1999 a 2006.

O local escolhido é a mesma fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, hoje utilizado pela Volkswagen para produção da gama Fox. Uma nova linha de montagem será adicionada à instalação física já existente para a montagem do Audi A3 Sedan, que terá produção iniciada a partir do segundo semestre de 2015 e do SUV Q3, em meados de 2016.

A versão sedã do A3 foi a escolhida por ser a versão de entrada (a menos cara) da linha e a que promete alavancar com mais força as vendas no País, acredita Rupert Stadler, presidente mundial da Audi AG. Isso não descarta a possibilidade de se comprar a versão hatch, que poderá ser adquirida como veículo importado. Stadler informou que ainda não há decisão sobre o mix de produção entre o A3 e o SUV compacto Q3. Ele disse que o mercado definirá.
 
A decisão de voltar a fazer carros no Brasil é parte do plano de ampliação da rede de produção mundial da Audi, que passará a ter 14 fábricas em 12 países. No final de 2013 será inaugurada sua segunda fábrica na China, em Foshan. A empresa também planeja produzir o SUV Q5 no México a partir de 2016.

Ao anunciar a decisão, Stadler afirmou que irá mais que dobrar a rede de concessionárias no País até o fim da década. "Também no Brasil, temos como meta liderar o segmento Premium", complementou. O vice-presidente mundial de compras, BerndMartens, acrescentou que "para a produção do A3 sedan, queremos comprar vários componentes localmente já no estágio inicial." A meta é obter índice de nacionalização entre 30% a 35% a partir do início da produção.
 
A decisão da Audi de produzir no Brasil segue os recentes anúncios no mesmo sentido das também alemãs Mercedes-Benz e BMW. A primeira deverá construir uma nova fábrica em São Paulo ou Santa Catarina e a segunda já se decidiu por Santa Catarina. Nessa luta pelo mercado de veículos Premium, quem deve sair perdendo é a sueca Volvo, que já anunciou não ter planos de produção no Brasil.

A meta da Audi é ser líder no Brasil no segmento de veículos Premium, afirmou Stadler. Hoje, a marca ocupa o 18 lugar no ranking dos emplacamentos com 4.350 unidades entre janeiro e agosto deste ano. As rivais BMW e Mercedes-Benz ocupame o 15 e 16 lugar respectivamente com 8.968 e 8.662, segundo os números da Fenabrave, a associação de revendedores. A Audi preferiu não divulgar o volume de produção pretendido no Brasil.

A decisão da Audi de produzir o A3 Sedan e o Q3 no Brasil traz nas entrelinhas a confirmação de que a Volkswagen irá produzir no país, na mesma fábrica do Paraná, o novo Golf, em sua sétima geração, lançado há duas semanas na Alemanha. A plataforma dos três carros é a mesma e a motorização 1.4 turbo (flex, promete a Audi) será utilzada para os três modelos. Quem preferir o propulsor mais potente terá a opção dos modelos importados.
 
*Fábio Doyle viajou a convite da Audi do Brasil

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