Alto número de vítimas de acidentes preocupa FHEMIG

Semana Nacional do Trânsito propõe reflexões sobre o tema; de janeiro a agosto deste ano, foram atendidos 4.708 motociclistas no Hospital João XXIII

por Agência Minas 18/09/2013 16:41

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Agência Minas/Reprodução
(foto: Agência Minas/Reprodução)
A Semana Nacional do Trânsito é comemorada entre esta quarta-feira (18) e a próxima quarta-feira (25) – período estabelecido para gerar um debate sobre os problemas enfrentados nas ruas do país, especialmente nas grandes cidades. Um dos maiores problemas neste caso é a violência ao volante, que não para de crescer, principalmente por imprudência dos condutores. Este fator se reflete no alto número de atendimentos realizados a acidentados no Hospital de Pronto Socorro João XXIII (HPS), da Rede Fhemig, e em diversas estatísticas. De acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), cerca de 42 mil pessoas morrem vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, entre motoristas, motociclistas e pedestres.

Somente de janeiro a agosto deste ano, foram atendidos no Hospital João XXIII um total de 4.708 motociclistas acidentados; destes, 60% eram homens de 20 a 39 anos. Segundo Sílvio Grandinetti, diretor de emergências do HPS, um dos motivos pelos quais isso acontece é o fato de as mulheres serem mais conscientes ao dirigir. "O homem abusa mais do álcool, das drogas, e é mais imprudente", avalia. No mesmo período, 1.788 vítimas de acidentes com automóveis e 1.686 de atropelamentos deram entrada no hospital. Em setembro de 2013, até o último dia 17, um total de 288 motociclistas receberam atendimento no local, o que dá uma média de 17 pessoas por dia – 5 foram a óbito.

Outra razão para os alarmantes números de atendimentos a acidentados com motos e automóveis é a facilidade do acesso aos meios de transportes com o financiamento cada vez mais prolongado. Os traumas mais comuns em acidentes com motos e automóveis, de acordo com o diretor de emergências, são as fraturas, os traumatismos crânio encefálico e os traumas raquimedulares.

Atropelamentos

O número de atendimentos a pedestres acidentados também é alto no HPS – curiosamente, de janeiro a agosto de 2013, a única faixa etária em que as mulheres superam os homens neste tipo de caso é "acima de 70 anos". De acordo com Sílvio Grandinetti, geralmente a culpa em situações de atropelamento é do próprio pedestre, que não atravessa a rua na faixa, como acontece principalmente com os idosos. "Nesta idade a pessoa já tem uma perda auditiva e de visão, além de uma locomoção mais lenta, o que ocasiona os acidentes", explica o diretor de emergências.

Um jovem entre muitos

O comerciante Matheus Vargas, de 23 anos, foi mais uma vítima da violência no trânsito em maio de 2012, quando sofreu em Belo Horizonte um acidente que o fez perder a perna esquerda. Na ocasião, um automóvel bateu na lateral de sua moto, na qual Matheus levava também sua namorada, e o motorista fugiu sem prestar socorro.  O jovem ficou internado durante um mês no Hospital João XXIII e hoje leva uma vida normal, andando com a ajuda de uma prótese.

Matheus, que superou a tragédia por completo, atualmente participa de um projeto em parceria com psicólogos e o setor de humanização do HJXXIII, pelo qual ele vai ao hospital conversar com vítimas deste tipo de acidente, que não aceitam bem uma nova condição como uma amputação, ou que se deprimem por pensarem que não poderão andar novamente. "Gosto de ir lá ajudar estas pessoas, que às vezes não tem apoio ou alguém para mostrá-las que é possível passar por cima de tudo isso", diz Matheus.

O jovem aproveitou para relembrar a importância da prestação de socorro à vítima. "Quem está ali em cima da moto é um ser humano, muitas vezes um pai de família. Mesmo que a pessoa estivesse errada no momento do acidente, é fundamental que seja dada assistência a ela caso ela precise", afirmou.

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