Tracker só vem top

Utilitário esportivo compacto da GM, que causou grande expectativa no mercado chega às lojas neste mês apenas na versão top de linha, com transmissão automática de seis marchas e tração dianteira

por Fábio Doyle* 04/10/2013 11:09

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(foto: Divulgação)
INDAIATUBA (SP) - Para marcar presença no segmento hoje dominado pelo Ford EcoSport e Renault Duster, chega este mês ao Brasil, vindo do México, o Chevrolet Tracker.

Qualificado para disputar o segmento de SUVs compactos, um dos mais concorridos e disputados da atualidade, o Tracker que aporta agora no Brasil não tem nada a ver com aquele antigo e cobiçado Tracker que a GM, então em parceria com a Suzuki, trouxe da Argentina até 2010, quando saiu de linha. Robusto, com design de um jipe sem firulas, possibilidade de tração nas quatro rodas, aquele Tracker vendeu bem no Brasil e, entre os usados, é até hoje um carro bem valorizado, com procura maior que oferta. Deve ser o único nessas condições.

Pela boa imagem deixada a GM resolveu manter para o Brasil o nome Tracker. Em outros mercados o nome é Trax. Ele é produzido na Coréia, na China e no México.

Com coeficiente arrasto aerodinâmico de 0,35, novo Tracker tem o mesmo estilo de design adotado pela nova geração do Ford EcoSport, líder do segmento e seu principal concorrente.

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O Tracker chega em apenas duas versões de acabamento (LTZ1 e LTZ2), mas apenas na faixa "Premium" do segmento, explicou Hermann Mancke, diretor de marketing da General Motors do Brasil. A LTZ não inclui teto solar e nem os airbags laterais e de cortina.

Sob o capô desse SUV Chevrolet, que tem DNA da corerana Daewoo, encontra-se o motor Ecotec 1.8L flex com transmissão automática de seis velocidades e apenas tração dianteira. O Tracker é quase completo em termos de tecnologia embarcada. Além dos itens já comuns em todos os carros oferece ABS, seis airbags e várias alternativas de interface com smartphones, sistema Bluetooth entre outras soluções. Ele no entanto não traz o sistema start-stop e nem controle de tração, este, segundo Paulo Riedel, diretor de powertrain é "desnecessário", tendo em vista a boa estabilidade do carro. Esses itens fazem parte do pacote da versão top do concorrente Ford.

Ao contrário do que publicado por vários veículos da imprensa automotiva digital antes do lançamento, pelo menos nesse primeiro momento o SUV Chevrolet só será oferecido em sua versão mais equipada e cara. Não haverá opção de comprar um Tracker com câmbio manual e também não haverá lista de opcionais, informou Mancke. O preço sugerido da versão LTZ1 é de R$ 71.990 e da LTZ2 R$ 75.490. A versão top do Ford EcoSport tem preço de R$ 73.990 a R$ 77.590. O Renault Duster, o Tech Road automático com motor 2.0, tem preço sugerido de R$ 65.900.

A justificativa da GM para lançar o seu SUV compacto no Brasil apenas na versão top, como um veículo de nicho de mercado, está nas limitações de cotas de importação impostas pelo atual regime automotivo, para alívio da concorrência. Com expectativa de vender cerca de 8.000 unidades em 2014, até o final deste ano a rede Chevrolet será abastecida com 1.800 unidades para atender à maior demanda gerada pelo impacto da fase inicial de lançamento, disse Mancke.






* Viajou a convite da General Motors do Brasil

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