Prevenção contra Alzheimer e Parkinson pode estar próxima

Cientistas ingleses descobrem substância que pode inibir a destruição de tecido cerebral ocasionada por essas doenças

por Heloisa Cristaldo - Agência Brasil 14/10/2013 12:27

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Pesquisadores da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, descobriram a primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em casos de doenças que causam degeneração dos neurônios, como Alzheimer, mal de Parkinson e doença de Huntington. Para a descoberta chegar aos pacientes, ainda é necessário que seja desenvolvido um medicamento com a substância.

Nos testes feitos com camundongos em laboratório, cientistas identificaram que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas – que afetam as estruturas cerebrais ou outros tecidos neurais, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais. A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade priorizou os mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.

O estudo, publicado na revista científica Science, explica que o composto foi originalmente desenvolvido para uma finalidade diferente, mas ao entrar no cérebro, a partir da corrente sanguínea, conseguiu parar a função degenerativa da doença. No entanto, a substância levou a uma reação adversa: ratos com diabetes tiveram redução de peso, devido a danos no pâncreas.

"Ainda estamos muito longe de uma droga útil para seres humanos – este composto tem efeitos secundários graves. Mas  o importante é que nós conseguimos nos proteger contra a perda de células cerebrais. Em primeiro lugar, com ferramentas genéticas, e, agora, com um composto. Isso significa que o desenvolvimento de tratamentos medicamentosos visando a esse caminho para príon e outras doenças neurodegenerativas é uma possibilidade real", diz Giovanna Mallucci, professora líder do grupo de pesquisa.

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