Acordo para redução de sódio em alimentos

Novo acordo assinado entre o Ministério da Saúde e a Abia, sobe para 16 o número de grupos de alimentos que devem sofrer redução desse ingrediente. A meta é que sejam retiradas 28 mil toneladas de sódio de carnes e laticínios até 2020

por Fabiane Schmidt - Agência Saúde/ASCOM/MS 12/11/2013 10:51

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O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) fecharam o quarto acordo para a redução do teor de sódio nos alimentos industrializados. Desta vez, o compromisso é pela diminuição desse ingrediente em laticínios, embutidos e refeições prontas, em até 68% ao longo dos próximos quatro anos.

O novo termo, assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo presidente da entidade, Edmundo Klotz, eleva para 16 o número de categorias de alimentos atingidas, que somadas representam 90% dos alimentos industrializados que mais contribuem com o consumo de sódio no país. "Nossa intenção é estimular e apostar na capacidade de inovação da indústria. Ela foi uma parceira nesse período para superar a meta de redução e já conseguimos retirar mais de 11 mil toneladas de sódio dos alimentos no país", diz o ministro.

Com a inclusão dos três novos grupos, a meta global do acordo passa a ser retirar 28 mil toneladas de sódio até 2020. Em vigor desde 2011, a estimativa é que os acordos tenham proporcionado a redução de 11,3 mil toneladas desse ingrediente inimigo de hipertensos, de produtos como bisnaguinhas, massas instantâneas, bolos prontos, biscoitos e caldos.

O sódio está presente no sal de cozinha e em produtos industrializados. Seu consumo em excesso está associado a uma série de doenças, sobretudo à hipertensão arterial. A doença atinge 24,3% dos brasileiros, segundo levantamento de 2012 da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas do Ministério da Saúde.

Excesso de consumo

Segundo a última Pesquisa do Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sódio por dia, considerando o sal de mesa e o sódio obtido dos alimentos. A marca é mais que o dobro dos 5 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

Se chegássemos ao consumo médio ideal, haveria forte impacto na qualidade de vida dos brasileiros e na redução das mortes atribuídas à hipertensão e às suas complicações, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Estima-se que essa mudança acarretaria 15% menos mortes por AVC (acidente vascular cerebral) – responsável por 100 mil óbitos de brasileiros só em 2011 – e 10% menos mortes por infarto. Além disso, seria possível reduzir em 1,5 milhão o número de pessoas que necessitam de medicação para controlar a pressão alta.

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