Gasto com produtos para pets deve chegar a R$ 15,4 bi em 2013

Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, que prevê aumento de 8,1% em comparação a 2012

por Agência Senado 13/11/2013 16:44

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O comércio de produtos para animais de estimação movimentou mais de R$ 14 bilhões em 2012 e colocou o Brasil no posto de segundo lugar no faturamento mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. As informações são da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), que prevê o faturamento do setor no país, neste ano, em R$ 15,4 bilhões, um aumento de 8,1% comparado ao ano passado.

A associação calcula que, com uma redução da carga tributária em 20%, o crescimento do setor poderia chegar a 12,2%, alcançando R$ 23,1 bilhões apenas em 2013. A Abinpet destaca que o país é o quarto no ranking de população de animais de estimação no mundo, de acordo com os dados de 2012, e representa 0,32% do Produto Interno Bruto nacional.

O Brasil ainda tem um grande potencial de comercialização de comida para animais que é inexplorado pelo mercado. Segundo a apuração deste ano, o consumo médio diário de alimento completo para cães e gatos é de 4,4 milhões de toneladas e o abastecimento industrial de 2,3 milhões. “Os dados apontam para um grande parque industrial subutilizado no país. São necessários investimentos para que esse segmento desenvolva mais”, diz José Edson Galvão de França, presidente executivo da Abinpet.

O professor de Educação Física Marcus Vinicius Santos, gasta mensalmente cerca de R$ 880 reais com seu casal de cachorros da raça Shih Tzu. “As despesas incluem banho semanal, ração específica, tosa todos os meses e uma consulta com veterinário. Se um deles têm algum problema de saúde, o gasto pode ser ainda maior com os medicamentos ou internação. É muito bom ter um animal de estimação, mas as despesas são altas como de filhos”, conta.

Já a médica veterinária de pequenos animais Roberta Bigg explica que o excesso de cuidados por causar problemas no comportamento de cães e gatos. Segundo ela, uma parte significativa das pessoas que têm animal de estimação deseja suprir uma carência afetiva e, por isso, tratam o bicho como um ser humano.

"Isso é um problema, pois o animal fica ansioso e triste, quando o dono viaja, e passa a se comportar com as características de uma pessoa", diz a veterinária, que completa: "Para o profissional da área, é ótimo, porque ele ganha dinheiro tratando os problemas de saúde que esses bichinhos desenvolvem. Mas pense pelo lado do animal. É muita maldade. As pessoas que querem criar pets têm que saber que estão lidando com animais".

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