Saiba quais são os cuidados que se deve ter com um animal de estimação exótico

Especialista dá dicas e explica o que tem que ser feito para não ir contra a legislação ambiental

por Da redação com assessoria Escola de Veterinária/UFMG 28/11/2013 11:08

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Animais exóticos como a iguana exigem cuidados especiais e registro no Ibama (foto: FreeDigitalPhotos.net)
Foi-se o tempo em que cães e gatos eram sinônimos de animais de estimação. É cada vez mais comum encontrar cobras, tartarugas, miniporcos, iguanas, calopsitas, entre outros, como pets. Porém, antes de sair por aí em busca de seu bichinho exótico, é preciso saber os cuidados básicos que eles exigem, além de respeitar o que diz o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O professor Leonardo Bôscoli Lara, do departamento de zootecnia da Escola de Veterinária da UFMG, explica que existe uma instrução normativa no Ibama que regulamenta a diferença entre os animais domésticos, os exóticos e os silvestres: "Silvestres são todos aqueles que pertencem à fauna brasileira, enquanto os exóticos são os que vêm de fora”. O professor ressalta ainda que existem exóticos que são domésticos, sendo os cães e os gatos considerados os mais comuns. “A calopsita, por exemplo, apesar de ser uma animal exótico [originária da Oceania], é considerada doméstico pela legislação”, completa.

O que regulamenta a criação de animais exóticos no Brasil é a Instrução Normativa 169 do Ibama. A pessoa pode se tornar um criador de fauna silvestre e exótica, desde que atenda a essa norma. No caso das aves, é muito comum a marcação por anilha (um anel que é colocado no pé da ave ainda filhote). E alguns animais exóticos, como os ferrets (ou furões), são identificados com o uso de microchips.

Vale ressaltar que antes de adquirir um animal silvestre ou exótico, verifique se a loja possui autorização do Ibama para comercializá-los. Além disso, para evitar problemas com a fiscalização, é preciso solicitar e manter a nota fiscal.

Quem já tem um bichinho de estimação tradicional e deseja adquirir um exótico, precisa ter cuidado com a compatibilidade entre eles. Como orienta Leonardo, "colocar uma serpente num lugar onde um hamster é criado, não dá muito certo. Outro ponto importante, e que vai contra o senso comum, é que misturar animais de espécies diferentes funciona melhor do que com os da mesma”.

Em relação à alimentação, o melhor é que seja a mais próxima possível à que o animal encontra na natureza. "O gato, por exemplo, é um animal carnívoro, mas conta com ração que lhe provê nutrientes que acharia no mundo selvagem. O furão ou ferret, também é um carnívoro restrito, e neste caso, a orientação é dar a ração dos felinos e complementar com proteína animal, como ovo. Já para o papagaio, há rações específicas. O recomendado para eles é complementar essas rações com frutas, acrescentando insetos esporadicamente. Para quem tem serpentes, já existem lojas que criam camundongos especificamente para servirem de alimentos para elas”, afirma o professor.

Antes de tomar a decisão de comprar um pet que foge aos padrões, é preciso pensar bem, para que não se arrependa e abandone o animal. Leonardo Bôscoli conta que os zoológicos, por terem com principal função a preservação das espécies,  acabam sendo o destino dos bichinhos que sofrem maus-tratos e abandono. "Os zoológicos costumam abrigar animais selvagens, silvestres e exóticos que não têm mais para onde ir. Eles sempre tentam reproduzir o habitat original das espécies da melhor maneira possível. Isso contribui para se evitar a extinção de bichos raros".

Por isso é importante conhecer o estilo de vida do animal exótico ou silvestre, antes de adquirí-lo. "Alguns pássaros da Amazônia, que vivem em temperaturas sempre acima de 35º C e com chuvas constantes, sofrem muito quando são levados para regiões mais frias, como no sul do Brasil. Outra ave que também é extremamente sensível ao frio é o corrupião, do norte de Minas", ressalta Leonardo.

A presença de um animal em casa deve remeter à personalidade e estilo de vida dos moradores, como principal condição para se cuidar deles. A higiene, o controle de vacinas e a ida periódica ao veterinário são as principais formas de deixá-los saudáveis.

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