"Bonitinhas mas ordinárias"

Saiba porque as maritacas estão dando dor de cabeça a produtores rurais, chegando ao ponto de serem consideradas verdadeiras pragas

por Marcelo Fraga 05/12/2013 13:42

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As maritacas da espécie Pionus maximiliani são muito comuns como animal de estimação (foto: Divulgação)
Apesar de serem consideradas inofensivas, e mesmo um atrativo em BH, as maritacas estão se tornando um pesadelo para agricultores do interior do estado. Nas cidades de Barbacena e Paula Cândido, fruticulturas e milharais se tornaram os principais alvos dessas aves. De acordo com o Instituto Mineiro de Agricultura (IMA), estudos estão sendo realizados para que se entenda como combater o ataque desses animais às plantações.

Presentes do nordeste ao sul do Brasil, incluindo estados da região centro-oeste, as maritacas são semelhantes a pequenos papagaios, e costumam voar em bandos de até oito indivíduos. Seus principais alimentos são frutos e sementes. Por isso acabam se tornando pragas em plantações.

Segundo José Geraldo Viana, fiscal agropecuário do IMA, os trabalhos por parte do órgão ainda não começaram. “Fizemos uma reunião com os produtores e o sindicato rural, e informamos que iríamos acompanhar os problemas para ajudar a pensar soluções. Porém, estamos aguardando um estudo inicial, que está a cargo do campus de Barbacena do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais". Esse instituto é responsável por desenvolver projetos e pesquisas em diversas áreas, incluindo agropecuária e meio-ambiente, direcionadas para a população da região.

Já para o presidente do Sindicato Rural de Barbacena, Renato José Laguardia, as análises do impacto provocando por essas pequenas aves estão em andamento, e os dados serão repassados ao IMA. Em seguida os dados devem ser enviados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Laguardia explica que o  Ibama foi procurado para ajudar a encontrar uma solução que fosse a mais ecológica possível. "O problema é que o instituto solicitou os laudos técnicos, incluindo o do IMA, para dar início a uma ação", conta o presidente. Contatado por telefone, pela reportagem da Encontro, o Ibama preferiu não se pronunciar.

Como se vê, mesmo que o problema com as aves não seja algo novo, ainda não existe uma solução a curto prazo. De acordo com Renato José Laguardia, assim que concluídos, os laudos devem conter informações sobre a espécie das maritacas que estão causando o problema, além dos tipos de plantações afetadas. “Muitos produtores abandonaram, principalmente, o cultivo do milho, por não dar conta de combater as aves”. Laguardia conta ainda que métodos como explosões de fogos de artifício para espantar as maritacas, e instalação de redes, foram utilizados, mas sem sucesso.

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