Com o sol a todo vapor no verão, todo cuidado é pouco com a pele

Entre os principais problemas causados pela exposição aos raios solares, o câncer e o envelhecimento precoce são os mais comuns. Por isso é preciso usar protetor solar dariamente

por Agência Minas 09/01/2014 16:23

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Gustavo Alonso Pereira/Divulgaca/D.A Press
O câncer de pele não melanoma é um dos mais comuns no país. Uso de protetor solar é essencial (foto: Gustavo Alonso Pereira/Divulgaca/D.A Press)
No verão, a incidência dos raios solares sobre a pele é maior, o que exige atenção redobrada, por causa do risco de câncer de pele. Para se ter uma ideia, dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) para o biênio 2012/2013, demonstram que Minas Gerais teve 14.680 novos casos de câncer da pele não melanoma, sendo 5.570 em homens e 9.110 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 55 novos casos para cada 100 mil homens e 87 para cada 100 mil mulheres.
 
De acordo com Maria Aparecida de Faria Grossi, a referência técnica em dermatologia sanitária da secretaria de estado de Saúde, o uso correto do protetor solar, além de evitar doenças, combate o envelhecimento precoce. "O protetor solar deve ser passado cerca de 20 a 30 minutos antes da exposição solar e repetido a cada 2 horas ou após suar muito ou se molhar.  Já o hidratante tem uma função específica de manter a pele hidratada. É mais um cuidado para quem tem a pele ressecada".
 
A dermatologista lembra, ainda, que o protetor foi desenvolvido principalmente para a pele mais clara, que é mais sensível ao sol. "Essas pessoas entram em um grupo de risco com maior incidência ao câncer de pele. Para quem tem pele mais clara e que nunca se bronzeia ou bronzeia pouco, o cuidado deve ser constante. Atenção especial para os ruivos".
 
Além da proteção solar e hidratação da pele devido ao calor excessivo, as pessoas devem ingerir mais líquidos, em especial água, comer mais frutas, usar roupas leves e evitar exposição prolongada ao sol. Nesta época, o risco de desidratação é maior, bem como o de desenvolver doenças infecciosas.
 
Com as crianças, o verão exige cuidados redobrados. Na praia ou em clubes, as crianças devem usar bonés e bloqueadores solares e tomar bastante líquido. Atenção também com os alimentos, que se deterioram mais rapidamente no calor, e com a higiene.
 
Doenças de pele
 
Praias, clubes e cachoeiras são os principais pontos de encontro dos que procuram se refrescar. Mas é preciso ficar atento às doenças de pele, como brotoejas, micoses, acne solar e manchas, que aumentam nesta época do ano. A brotoeja ou miliária ocorre pelo entupimento dos ductos das glândulas sudoríparas, produtoras do suor. Ambientes úmidos e quentes, e o uso de roupas pesadas e tecidos sintéticos pioram o quadro.
 
O mesmo ambiente também favorece o aparecimento das micoses superficiais, infecções causadas pelos fungos, que se proliferam com mais facilidade. Roupas úmidas também devem ser evitadas. "Além de usar roupas leves, preferencialmente de algodão, é preciso ficar o menor tempo possível com roupas úmidas e enxugar bem as áreas de dobra", explica Aparecida Grossi.
 
Câncer de pele
 
Com a incidência cada vez mais agressiva dos raios ultravioletas, as pessoas devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol, que é a maior causa do câncer de pele. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o câncer de pele é o mais frequente e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país.
 
É mais comum em pessoas com mais de 40 anos, de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares ou com doenças cutâneas prévias. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e de mais baixa mortalidade e apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente.
 
Como a pele – maior órgão do corpo humano – é heterogênea, o câncer de pele não-melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma epidermóide, representando 25% dos casos. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo.

Últimas notícias

Comentários