Brasil alcança 76% de sobrevivência de pequenos negócios

Estudo do Sebrae mostra que região sudeste do país é a que tem maior índice de pequenos negócios que conseguem se manter no mercado

por Alessandra Pires - Agência Sebrae de Notícias 31/01/2014 13:43

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Roberto Jayme/Photonews/Divulgação
Com um bom planejamento, pequenos negócios conseguem durar mais que os fatídicos dois anos (foto: Roberto Jayme/Photonews/Divulgação)
A cada cem empresas criadas no Brasil, 76 sobrevivem aos dois primeiros anos de vida. É o que demonstra o estudo Sobrevivência das Empresas, divulgado pelo Sebrae. Essa taxa mostra uma melhor capacidade das micro e pequenas empresas para superar dificuldades nos primeiros dois anos do negócio. Nesse período inicial, a empresa ainda não é conhecida no mercado, não possui carteira de clientes e, muitas vezes, os empreendedores ainda têm pouca experiência em gestão.

“A taxa de sobrevivência é muito alta e se deve principalmente a três fatores: legislação favorável, aumento da escolaridade e mercado fortalecido”, diz Luiz Barretto, presidente do Sebrae. Para ele, o supersimples – que reduz impostos e unifica os tributos em um só boleto –, a melhor e mais aprimorada escolaridade do brasileiro e, por fim, a força do mercado interno, com mais de cem milhões de consumidores, ajudaram os pequenos negócios.

O estudo do Sebrae revela que a região com maior número de empresas que vencem a barreira dos dois anos de vida é a sudeste, onde também se concentra a maior quantidade de pequenos negócios. Nessa região, o índice de sobrevivência atingiu 78%. Em seguida está o sul do país, com taxa de 75,3%, depois o centro–oeste (74%), nordeste (71,3%) e norte (68,9%). “Empreender sempre envolve risco, por isso é natural ter um percentual de empresas que não avançam. Mas qualquer taxa acima de 70% já é considerada bastante positiva, inclusive como parâmetro internacional”, explica o presidente do Sebrae.

Tomando como referência o estudo de sobrevivência das empresas feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico junto a 15 países, a taxa mais alta é da Eslovênia, com 78%. Ao atingir 76%, o Brasil supera países como o Canadá (74%), Áustria (71%), Espanha (69%), Itália (68%), Portugal (51%) e Holanda (50%), entre outros. Esse estudo é o que mais se assemelha ao do Sebrae, no entanto considera ativa a empresa que tem ao menos um funcionário. Já o censo feito pelo Sebrae considera ativa a empresa que está em dia com a declaração fiscal junto à Receita Federal.

Confira dez dicas do Sebrae para a sobrevivência da empresa:

  1. Planeje-se sempre;
  2. Respeite sua capacidade financeira;
  3. Não misture as finanças da empresa com as pessoais;
  4. Fique de olho na concorrência;
  5. Prospecte novos fornecedores;
  6. Tenha controle do seu estoque;
  7. Marketing não se resume a anúncio, invista em outras estratégias;
  8. Inove, mesmo que seja um produto/serviço de sucesso;
  9. Invista sempre na formação empresarial;
  10. Seja fiel aos seus valores e ao do seu negócio.

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