Apesar de seca, especialista afasta racionamento energético

De acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, produção de energia está garantida até 2018

por Nielmar de Oliveira - Agência Brasil 03/02/2014 11:10

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Honório Moreira/OIMP/D.A Press
Mesmo com chuvas abaixo da média, especialmente no sudeste, não existe risco de racionamento, segundo especialista (foto: Honório Moreira/OIMP/D.A Press)
Apesar da estiagem que atinge praticamente todo o país, principalmente as regiões onde estão concentrados o maior número de reservatórios, e do aumento recorde do uso de energia elétrica, a situação vivida hoje, do ponto de vista do abastecimento de energia elétrica, é melhor do que no ano passado e o país tem energia elétrica garantida até 2018.

De acordo com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a garantia é possível porque o sistema elétrico do país adota o modelo hidrotérmico, que possibilita o acionamento das usinas termoelétricas.

“O modelo atual é baseado em uma matemática que determina o acionamento das térmicas nos períodos secos e sempre que houver riscos ao nível dos reservatórios. Temos que nos acostumar com esta convivência. Então é normal o acionamento das térmicas e faz parte do sistema, uma vez que nós temos cada vez menos reservatórios”, explica o especialista.

Para o presidente da EPE, responsável pelo planejamento energético do país no longo prazo, com os leilões já realizados há energia contratada suficiente para garantir o abastecimento energético do país até 2018: “Nós agora já estamos pensando em leilões que garantam o suprimento para 2019, porque para 2018 o grosso [do fornecimento] já está garantido”.

Maurício Tolmasquim lembra que nos próximos anos várias usinas estarão em operação, como a Hidroelétrica de Teles Pires  – localizada na divisa dos estados do Pará e do Mato Grosso, que está sendo construída ao custo de cerca de R$ 4 bilhões, com capacidade instalada de gerar 1.820 megawatts (MW) –; Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no estado do Pará, a segunda maior hidroelétrica do Brasil, perdendo apenas para Itaipu Binacional, e a terceira maior do mundo, com capacidade de produção 4,571 MW; e a Usina de Angra 3, no litoral sul Fluminense, com investimentos de R$ 12,9 bilhões e capacidade de geração de cerca de 1.350 MW.

Apesar de dois anos de seca consecutivos, o modelo energético brasileiro passou pelo teste sem risco de desabastecimento, como afirma o especialista: “O sistema mostrou que é à prova de períodos secos. No ano passado nós tivemos no nordeste a pior seca dos últimos 50 anos e agora estamos passando janeiro com uma seca muito forte no sudeste. E apesar desses exemplos, por dois anos consecutivos não houve e nem haverá risco de racionamento. Isto significa que nós temos um sistema elétrico bastante seguro e estruturalmente tem sobra de energia”.

Ele destaca ainda o fato de que as chuvas que ocorreram este ano foram em locais onde não se encontram os grandes reservatórios, como no Espírito Santo. “ As precipitações não foram suficientes. No sudeste, por exemplo, agora em janeiro as chuvas estão bem abaixo da média histórica – mais ou menos 54% a 55% da média histórica”.

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