Startups do Seed já estão com os projetos a todo vapor

As 40 empresas que foram selecionadas pelo programa de aceleração do governo de Minas já estão trabalhando no escritório compartilhado em BH

por Agência Minas 17/02/2014 12:31

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Renato Cobucci/Imprensa MG/Divulgação
Davide Nastasi, da AWSmaker, Beatriz Rodrigues, da Planedia, e Savio Grossi, da Pertoo: produtos estão sendo lapidados com o apoio do Seed (foto: Renato Cobucci/Imprensa MG/Divulgação)
As empresas da primeira rodada do Seed (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development ou Desenvolvimento do Ecossistema de Empreendedorismo e Startups), o programa de aceleração de novos negócios criado pelo governo de Minas, já começam a colher os primeiros frutos de seus projetos. Os empreendedores, garimpados da seleção que atraiu 1.367 projetos de 32 países e 19 estados brasileiros, estão, nesse momento, focados na formulação e reformulação dos projetos, além da avaliação de estratégias de mercado e público-alvo e a construção dos primeiros protótipos e a aplicação real de seus produtos.

As 40 companhias selecionadas estão instaladas em um escritório compartilhado do Seed, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte. Elas convivem em permanente interação, além de receberem orientação permanente de especialistas contratados pelo estado. Uma delas, a Planedia, é focada no planejamento de viagens e já está colocando em prática os conceitos do projeto inscrito no Seed. "Hoje, vemos que os empreendedores foram escolhidos a dedo mesmo", comenta a turismóloga Beatriz Rodrigues.

Por meio de uma página na internet, a Planedia oferece o que se pode chamar de experiência de “360 graus”, que acompanha o viajante antes, durante e depois da aventura. "O site inspira e facilita o processo de escolha do destino, reunindo em um só lugar as melhores dicas de experts, conselhos dos seus amigos do Facebook, organizando tudo em uma timeline de sua viagem, dinâmica e interativa", explica Beatriz. Por meio de parcerias estratégicas, a ideia é que o serviço também permita, por exemplo, reservar voos, hotéis e outros recursos para facilitar a vida do viajante.

Outro projeto selecionado na primeira rodada do Seed foi o da Pertoo, em uma ideia que busca aproximar ainda mais pais e escolas através de uma plataforma de comunicação digital que promete “revolucionar” a maneira como pais participam do dia-a-dia escolar das crianças. Segundo o analista de sistemas e empreendedor da Pertoo, Sávio Grossi, a meta desta combinação entre uma rede social e o ambiente escolar é oferecer um espaço de troca totalmente controlado e seguro, que prioriza a privacidade das crianças. "Nosso foco é a pré-escola e o ensino fundamental”, diz Grossi, que leva em conta a idade dos alunos e o fato de os pais participarem mais ativamente, uma vez que as crianças ainda estão na fase de alfabetização.

Após encarar uma mudança de Roma para Belo Horizonte, para participar do Seed, a startup italiana AWSmaker trouxe um projeto ousado. Liderada por Davide Nastasi, a empresa está desenvolvendo uma proposta de mercado para projetistas de impressão 3D. "Acreditamos no potencial desse tipo de impressora e nosso objetivo é conciliar essa tecnologia de ponta e o fino design italiano, para criar uma marca que leve avanço aos mercados de moda e design", conta Nastasi.

O primeiro passo, segundo o empreendedor, é a seleção de cores e tons, para criar novos modelos de óculos de sol especificamente trabalhados para serem impressos em 3D. "Iremos produzir também outros itens, em linha com a nossa marca", revela. O Seed, segundo ele, tem dado à empresa "a grande chance de ingressar no mercado brasileiro, uma das maiores e mais ativas economias do mundo".

Polo de tecnologia

As equipes das startups não escondem a satisfação em fazer parte não só do Seed, mas também por atuar na construção dessa identidade tecnológica de Belo Horizonte, espaço fora do eixo Rio-São Paulo já com visibilidade internacional no segmento. Savio Grossi, da Pertoo, por exemplo, considera que existem fortes indícios de que Minas tem se tornado um diferencial no ramo. “Temos várias startups e empreendedores de sucesso, um ecossistema que começa a ficar conhecido mundialmente e, agora, um programa do próprio governo que deve se tornar referência no Brasil e no mundo", enfatiza.

A empreendedora da Planedia, Beatriz Rodrigues, por sua vez, considera um privilégio poder contribuir para algo que vai trazer tanto benefício para o entorno empreendedor de Minas Gerais e do Brasil. “Em termos de mercado, o San Pedro Valley tem se mostrado um grande emissor de grandes ideias e empresas inovadoras, tendo vários exemplos de startups que saíram daqui e que estão ganhando cada vez mais respeito no Brasil e fora dele".

Vale lembrar que o termo San Pedro Valley refere-se a uma comunidade de profissionais que surgiu no tradicional bairro São Pedro, na região Sul de Belo Horizonte. Hoje o nome já extrapolou os limites geográficos do bairro e representa toda a comunidade de startups da cidade, que já possui mais de 100 empresas com objetivos comuns. Unidos, os empreendedores não só trocam experiências, mas também ajudam a atrair investimentos e visibilidade para as startups locais.

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