Desassoreamento e recuperação da Pampulha são adiados

Em audiência pública na Assembleia, Sudecap e Copasa explicam motivos para atraso na revitalização da lagoa

por Assessoria ALMG 18/02/2014 17:33

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Jair Amaral/EM/D.A Press
As obras de revitalização da Pampulha estão atrasadas devido a questões técnicas e de desapropriação (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Desassoreamento, tratamento das águas e construção de redes coletores de esgoto foram as medidas apontadas, em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para que se concluam as ações de revitalização da Lagoa da Pampulha. Representantes de órgãos municipais e estaduais afirmaram que cronogramas anteriormente previstos terão que ser reavaliados. O assunto foi discutido em reunião da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

O objetivo principal da audiência foi fazer um balanço sobre o andamento das obras. Previsto para terminar em maio deste ano, o processo de desassoreamento não será concluído no tempo planejado. O coordenador executivo do Programa de Recuperação Ambiental da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Ricardo de Miranda Aroeira, apontou uma série de motivos para o atraso: "Tivemos problemas de desempenho com os aparelhos utilizados no processo de dragagem de sedimentos". Novas tecnologias, no entanto, devem ser aplicadas. Ricardo Aroeira contou, também, que, em algumas localidades, está havendo divergências com relação a melhores locais para destinação do material retirado da lagoa. "Por essas e outras razões, o cronograma já está, no mínimo, atrasado em três meses", diz.

Com relação ao tratamento das águas da lagoa, o representante da Sudecap explica que está em curso uma licitação com três tipos de tecnologia em disputa. "Porém, o processo está paralisado atualmente, para julgamento de critérios técnicos". A previsão era de que o tratamento estivesse finalizado em meados de 2014. Ele argumentou, no entanto, que, para iniciar a ação, é preciso esperar o término das obras da Copasa e a finalização do desassoreamento: "Dessa forma, não há como iniciar o tratamento das águas em um prazo inferior a três meses".

Após o começo das obras, Ricardo conta que o trabalho deve durar 22 meses, sendo que os últimos 12 serão para monitoramento e manutenção da qualidade da água. Segundo ele, está sendo elaborado, também, o Plano Global de Manutenção da Lagoa da Pampulha, com o objetivo de prever ações e recursos para a manutenção da qualidade da água, a ser feito anualmente. "Queremos que a lagoa seja permanentemente viva e sustentável", completa.

Desapropriações

O gestor da Meta 2014 da Copasa, Valter Vilela Cunha, diz que a empresa também não conseguirá cumprir o prazo estabelecido em sua participação na recuperação da Pampulha. A principal tarefa da estatal mineira é construir interceptores de esgoto em todos os cursos d'água que chegam à lagoa. Em Belo Horizonte já há 95% de coleta; em Contagem, cerca de 80%. "Não cumprimos o cronograma para o término das ações (dezembro de 2013) devido a problemas de desapropriação, principalmente em Contagem". Ele explica que a Copasa está aguardando decisões judiciais para dar prosseguimento às medidas necessárias. "Se tivermos sucesso nessas desapropriações, nossa nova meta é estar com obras prontas até maio deste ano", conta.

Um outro problema levantado por Valter Cunha é o fato de alguns moradores não conectarem o esgoto residencial às redes coletoras da Copasa. Atualmente, há 5 mil casos desse tipo de problema, sendo 4.500 em Contagem e 500 em Belo Horizonte. "Estamos fazendo, em parceria com as prefeituras, um trabalho social para tentar reverter isso. Sem essas ligações, o esgoto continuará sendo carreado para a lagoa", pondera.

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