História do Colégio Santa Maria se mistura à de BH

A instituição de ensino é a mais antiga da capital, com pouco mais de 110 anos, e, entre muitas histórias, guarda a qualidade de ensino como seu grande tesouro

por Marcelo Fraga 03/04/2014 18:46

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Eugênio Gurgel
O Santa Maria foi fundado por irmãs francesas da ordem dominicana (foto: Eugênio Gurgel)

No início do século XX, mais precisamente em 1903, Belo Horizonte ainda dava seus primeiros passos para se tornar a grande cidade que é hoje. Mesmo com poucos anos de existência – e clima pacato –, a capital mineira já ganhava sua primeira instituição de ensino: o colégio Santa Maria.

Fundado por quatro irmãs dominicanas francesas – ordem religiosa originalmente fundada por São Domingos de Gusmão em 1216 –, que chegaram à capital mineira em 1903, o colégio funcionou no palacete Antônio Olinto, na rua da Bahia, onde hoje está localizada a basílica de Nossa Senhora de Lourdes. Pouco depois, a instituição foi transferida para o palacete do Conde de Santa Marinha, na avenida do Contorno, próximo à Praça da Estação. Por fim, em 22 de maio de 1909, o Santa Maria ganhou sua sede definitiva, na rua Jacuí, no bairro Floresta.

Os anos se passaram, a capital cresceu e se transformou em metrópole. A instituição acompanhou o desenvolvimento da cidade e hoje, com 110 anos de história, é considerado um dos principais colégios católicos de Belo Horizonte. O reconhecimento, de acordo com a diretora geral pedagógica do Santa Maria, Maria Helena Menezes, se dá pela constante adaptação do ensino à realidade dos alunos: “Nossas disciplinas são ministradas buscando uma articulação com o contemporâneo, com o que acontece na sociedade”.

Eugênio Gurgel
O porão guarda uma história não confirmada de suposto túnel que passaria por baixo da rua Jacuí (foto: Eugênio Gurgel)
Com mais de 100 anos no mesmo local, não é à toa que algumas lendas sobre o prédio histórico tenham surgido entre os alunos. Uma delas diz que havia um túnel ligando o convento que existia do outro lado da rua Jacuí ao colégio Santa Maria. Ele seria usado pelas freiras para transitar entre os edifícios, já que, devido à clausura, não poderiam ter contato com as pessoas. A assessoria do colégio não confirma a informação, e diz que a história se trata mesmo de uma lenda.


Entre as colunas no estilo clássico, que guardam a memória desse importante centro mineiro do conhecimento, hoje, milhares de alunos  reconhecem que a metodologia aplicada pelo Santa Maria contribui para o desenvolvimento deles. A estudante Mariana Carneiro, de 17 anos, estuda na unidade Floresta desde o maternal, e considera a qualidade do ensino fundamental para seu futuro pessoal e profissional: “Os professores se preocupam não só com as matérias, mas também com a vida dos alunos, e isso dá tranquilidade pra gente pensar em nossa carreira”. Quem também acha importante a tradição centenária do Santa Maria na formação do aluno, é João Vitor Peixoto, de 16 anos. “Por ser um colégio com muitos anos de existência, o plano de ensino é bastante completo”, explica.

Ex-aluna

Entre histórias de amizade e até de "causos" assombrados, quem passou pela instituição guarda ensinamentos que servem para toda a vida. É o caso da empresária e advogada Angela Maria Prata, que lembra com carinho o caráter humano da escola: “O Santa Maria reforçou os valores que aprendi em casa: ética, humildade e necessidade de superar desafios”. Ela tem até pós-graduação pela Universidade de Havard, nos Estados Unidos, e chegou a ocupar o cargo de secretária de estado de Justiça e Direitos Humanos de Minas Gearais, durante o governo Itamar Franco.

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