Show de estrelas no torneio de tênis do Estado de Minas e da Encontro

Fernando Meligeni foi a grande atração do evento: "Não sou um revolucionário, apenas penso com a cabeça de quem viveu o mundo"

por Alysson Lisboa 14/04/2014 09:37

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Alysson Lisboa/Encontro
O 18º Torneio Empresarial de Tênis Estado de Minas/Encontro foi disputado nas quadras do BH Tennis, no bairro Buritis (foto: Alysson Lisboa/Encontro)
O encerramento do 18º Torneio Empresarial de Tênis Estado de Minas/Encontro contou com a divertida exibição de dois campeões. De um lado o argentino naturalizado brasileiro Fernando Meligeni, e, do outro, o mineiro Pedro Braga. Em um dia de sol forte, os tenistas fizeram um jogo-exibição no domingo (13), nas quadras do BHTennis, no bairro Buritis, região oeste de Belo Horizonte, encerrando o torneio.

Brincando o tempo todo e provocando seu adversário, Meligeni perdeu a partida de um único set por 6 a 3. Durante o jogo, os dois convidaram várias crianças para desafiar Meligeni, que riu bastante com a plateia, que, claro, vibrou com o ex-tenista.

Pedro Braga, que no início da carreira chegou a derrotar Guga, ainda adolescente, tem esperança de que os jogos olímpicos de 2016 no Rio possam revelar talentos e trazer ainda mais investimento para o esporte. Braga destaca, entre as revelações, o número 2 do mundo, na categoria juvenil, Orlando Luz.

Alysson Lisboa?Encontro
Os ex-tenistas Fernanda Meligeni e Pedro Braga foram as grandes atrações do torneio solidário (foto: Alysson Lisboa?Encontro)
Para o treinador, o jovem tenista vem se destacando no cenário nacional e deve surpreender nos próximos anos, mas adverte: "É muito difícil surgir um novo Guga", completa. Em Belo Horizonte também estão nascendo novos talentos, mas falta investimento. "O Brasil precisa de mais apoio para os meninos continuarem motivados", comenta Pedro Braga, hoje técnico e professor de tênis.

Fernando Meligeni, ganhador de títulos importantes como o da Associação de Tênis Profissional (ATP) por duas vezes e representante do Brasil nas olimpíadas de Atlanta, em 1996, não poupa palavras para criticar a gestão do esporte no país: "A gente continua tendo os mesmos resultados de 20 anos atrás".

Para o tenista, o Brasil não pode ficar esperando novos "gugas" e, sim, investir em mais jogadores. "Enquanto a gente tiver esse perpetuísmo, o esporte brasileiro não irá avançar. Não falta investimento, aí é que está o erro. Quando as olimpíadas acabarem, veremos que foram gastos bilhões e o resultado não veio". E completa: "Os grandes dirigentes não sabem administrar nem a casa deles, muito menos uma federação ou um comitê", reclama Meligeni.

O torneio empresarial que recebeu os dois grandes ex-tenistas brasileiros, que este ano está em sua 18ª edição, tem toda a renda revertida para o projeto Jornada Solidária do Estado de Minas. O empresariado de Belo Horizonte disputou o torneio de duplas, em prol das crianças das creches beneficiadas e de um abrigo.

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