Prazo para taxistas buscarem guia turístico já terminou

De acordo com o Sest/Senat de Minas Gerais, procura, até o momento, foi de 70% dos 12 mil profissionais esperados

por João Paulo Martins 17/04/2014 11:40

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TV Alterosa/Reprodução
Dos 12 mil exemplares impressos pelo Sest/Senat, apenas 40% foram retirados por taxistas, até semana passada (foto: TV Alterosa/Reprodução)
Lançado dia 17 de março de 2014, o Guia Turístico para Taxistas, desenvolvido pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), deveria servir como última ferramenta para preparar os motoristas profissionais de Minas para receber da melhor forma possível, os turistas estrangeiros que devem chegar ao estado durante a Copa do Mundo. Dos 12 mil exemplares colocados à disposição dos taxistas nas unidades de Contagem, Serra Verde e Jardim Vitória do Sest/Senat, até o momento, 70% haviam sido entregues, de acordo com a coordenadora do projeto do guia, Giordana Drummond.

“Enviamos uma carta para cada taxista, convocando para retirar o guia. A ideia inicial era que tivéssemos um final de semana para que os profissionais se aprofundassem sobre o material. Mas, como eles não têm tempo, abrimos mão disso”, conta Giordana, que também é supervisora do conselho regional do Sest/Senat. Como o prazo para retirada desse material terminou dia 17 de abril, os taxistas estão preocupados com uma possível multa para quem não buscou o guia. Sobre uma possível sanção, a BH Trans, através de sua assessoria, informou à Encontro que não existe nenhuma punição prevista para quem não retirou o material do Sest/Senat.

Não é o que afirma um representante da categoria. “Os fiscais que encontrarem veículos desprovidos do guia turístico do Sest/Senat poderão autuar os condutores”, explica Ataul Roberto de Castro, diretor-presidente do conselho administrativo da cooperativa de táxi Coopercasca. Ele diz que o material que está sendo entregue é muito bem feito, e ajuda bastante para que o profissional conheça as atrações culturais e até a história da cidade. Só que não existe interesse do taxista de parar seu trabalho para ir atrás do guia. “Como o código de trânsito obrigado o motorista profissional a fazer curso de reciclagem a cada 5 anos, deveriam ter aproveitado esse momento para dar um curso preparatório para os condutores”, completa.

O diretor da Coopercasca conta que a Belotur chegou a criar um curso de inglês e de turismo receptivo gratuito para todos os taxistas de Belo Horizonte, mas a procura foi muito baixa. “Não houve interesse dos profissionais em fazer o curso. Se 3% estiveram presentes, foi muito”.

De acordo com a coordenadora do projeto do guia turístico do Sest/Senat, cada taxista, ao adquirir o material, podia se inscrever para receber, gratuitamente, um curso de língua inglesa ou espanhola, com CD e apostila, para aproveitar o tempo livre para estudar. “A adesão a esse curso foi muito boa”, diz Giordana Drummond. Só que ela ainda não sabe dizer o que será feito com os milhares de profissionais que não estão capacitados para receber os turistas na Copa do Mundo.

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