Você sabe como prevenir o tártaro em seu bichinho de estimação?

Problema pode causar sérias doenças em cães e gatos, além de gerar mau hálito

por Da redação com assessorias 12/05/2014 11:17

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Athos Souza/Divulgação
Além da escovação, é importante dar ao bichinho ração e outros petiscos duros, que ajudam na remoção do tártaro (foto: Athos Souza/Divulgação)
Muito comum em cachorros e gatos, e que poucas pessoas dão a devida atenção, as placas de tártaro nos dentes desses animais podem se tornar sério problema. Elas são, na verdade, formações bacterianas que, ao longo do tempo, se acumulam nos dentes dos pets e se mineralizam. O acúmulo desse material é muito prejudicial ao animal, contribuindo para o desenvolvimento exagerado de bactérias e, consequentemente, o surgimento de doenças na boca, como a gengivite e a periodontite, além de poder afetar todo o organismo.

A médica veterinária Cláudia de Melo explica que um dos principais sintomas da doença peridontal é o mau hálito, decorrente da fermentação das bactérias. "O quadro provoca dor e o animal pode deixar de se alimentar, brincar e até se entristecer. Além disso, as pessoas tendem a se afastar dele por causa do mau cheiro da boca e, ao se lamber, ele acaba espalhando o odor por todo o corpo", explica.

O que muitos proprietários não sabem é que as periodontites, ou inflamação nos dentes, são mais perigosas do que se imagina. As bactérias que se alojam nos dentes e na gengiva não ficam somente ali, mas atingem a corrente sanguínea e podem afetar vários órgãos vitais como coração, pulmão, rins e fígado, causando, assim, doenças sistêmicas graves.

Para tratar o problema, é importante fazer a limpeza da boca do animal com certa frequência. "Muitas pessoas esperam acumular grandes quantidades de tártaro para fazer sua retirada. Mas o tratamento deve ser feito no intervalo de seis meses a dois anos, dependendo do caso", recomenda Cláudia de Melo. Ainda de acordo com a veterinária, a limpeza é complexa e a remoção das placas é feita com ultrassom dentário, que exige até anestesia geral.

Prevenção

O ideal é que a escovação dentária – com dentifrício próprio para uso veterinário – seja feita ao menos uma vez por dia. "Escovar com frequência ajuda, mas é muito difícil alcançar todos os dentes. A melhor prevenção é feita fornecendo ao animal apenas ração seca e petiscos duros, pois esses ajudam a evitar a formação das placas através do atrito", recomenda a especialista.

Existem, ainda, outros produtos específicos para prevenir o problema, como líquidos que podem ser colocados na água do animalzinho ou mesmo tiras mastigáveis enzimáticas, com sabor que agrada o pet. De acordo com a especialista, esses recursos servem apenas como precaução e não substituem a remoção do tártaro através da escovação.

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