Memorial japonês do parque ecológico completa 5 anos

Espaço foi inaugurado para comemorar os 100 anos da imigração japonesa no Brasil e leva o visitante a conhecer traços culturais e parcerias que existem entre os dois países

por Ascom PBH 16/05/2014 11:11

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Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
O pavilhão projetado por Gustavo Penna e Mariza Machado Coelho traz obras que retratam a união entre o Japão e Minas Gerais (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
O Memorial da Imigração Japonesa, localizado dentro do parque ecológico promotor Francisco Lins do Rego (Parque Ecológico da Pampulha), completou, no início de maio de 2014, cinco anos de existência. O atrativo turístico, que fica na avenida Otacílio Negrão de Lima, 6.061, na Pampulha, foi inaugurado em 2009 para comemorar os 100 anos da imigração japonesa no Brasil, e celebra a boa relação entre Belo Horizonte, Minas Gerais e o país oriental, unidos por traços culturais e parcerias comerciais e tecnológicas.

O monumento é composto por uma ponte suspensa sobre um imenso espelho d’água, cujas extremidades representam de forma simbólica o Japão e Minas Gerais, separados geograficamente por um oceano, porém ligados em ideias e ideais. Ao centro, fica o pavilhão de arte contemporânea, uma sala pintada integralmente de vermelho, que estimula uma experiência sensorial. A cor foi escolhida por ser simbólica nas bandeiras do Japão e de Minas Gerais, além de servir como referência à cultura nipônica.

O acesso ao pavilhão de arte contemporânea é feito a partir de duas rampas que remetem às duas culturas. Uma rampa, cercada por ipês brancos, representa Minas Gerais, e outra, rodeada por cerejeiras, simboliza o Japão. Além de sua importância cultural, a concepção do Memorial da Imigração Japonesa é um exemplo de sustentabilidade, já que foi construído em um local formado por um acúmulo de sedimentos retirados do fundo da lagoa da Pampulha, assim como todo o parque ecológico.

A obra tem projeto arquitetônico de Gustavo Penna e Mariza Machado Coelho e a concepção artística da sala vermelha é de Paulo Pederneiras. O projeto foi uma iniciativa da Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira, do consulado honorário do Japão em Belo Horizonte, da Fiemg, do governo de Minas e da prefeitura de Belo Horizonte. No total, foram investidos R$ 8 milhões, parte com o apoio da lei federal de incentivo à cultura.

No ano em que foi inaugurado, o memorial foi um dos vencedores do prêmio Gentileza Urbana, concebido pelo departamento de Minas Gerais do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-MG) em 1993, que tem como objetivo destacar as diversas intervenções nos campos da arquitetura, urbanismo e paisagismo, iniciativas estéticas ou utilitárias, atitudes e gestos voltados para a melhoria da qualidade da vida urbana.

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