Dois locais de Ouro Preto reservam histórias assustadoras para os visitantes

Na busca por respostas para dois dos inúmeros casos de espíritos assombrando ladeiras, casarões e monumentos históricos da antiga Vila Rica, convidamos dois investigadores paranormais para nos acompanhar nessa matéria 'assustadora' da TV Encontro

por João Paulo Martins 29/05/2014 06:33

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Alysson Lisboa/Encontro Digital
O casal de investigadores paranormais Rosa Maria Jaques e João Tocchetto foram com nossa equipe até Ouro Preto, em busca de fantasmas (foto: Alysson Lisboa/Encontro Digital)
"Capacidade mental de interagir com o meio ambiente, usando meios que não os sentidos e membros do corpo. Possivelmente, está presente em todos os seres humanos, mas em alguns indivíduos com maior intensidade", esta é a definição do dicionário Michaelis para a palavra paranormalidade. O assunto, aliás, gera medo e  curiosidade em muita gente. Para tentar entender um pouco o sobrenatural, a TV Encontro foi a Ouro Preto, em busca de histórias de assombrações, juntamente com a TV Alterosa e dois investigadores paranormais convidados.

Por que fenômenos como aparição de espíritos, vozes desconhecidas e mesmo objetos que se movem são tão comuns em nosso país? "Essas atividades paranormais acontecem sem qualquer programação. É como se fosse  uma energia em movimento, que pode ser usada, por exemplo, para que o mundo espiritual contate uma pessoa  daqui", diz Rosa Maria Jaques, investigadora e sensitiva, fundadora do grupo Visão Paranormal – também conhecido como Caça Fantasmas Brasil –, que, desde 2010, já contabiliza mais de 100 casos sobrenaturais analisados em vários estados brasileiros. Além de usar aparelhos para fazer a 'tradução' dos fenômenos, Rosa também diz ter o dom de se comunicar com os mortos. "Sou vidente desde os seis anos".

Júnia Garrido/Encontro
O quadro do menino que teria morrido na casa fica pendurado na parede (foto: Júnia Garrido/Encontro)
Geraldo Goulart/Encontro
Muito ouro e sofrimento puderam ser encontrados na Mina do Chico Rei (foto: Geraldo Goulart/Encontro)
Junto com o marido, e também investigador paranormal, João Tocchetto de Oliveira, ela aceitou o convite da Encontro e da Alterosa para analisar dois casos misteriosos na cidade de Ouro Preto, que fica a 98 km de distância de Belo Horizonte. A primeira história sobrenatural é relacionada a uma casa, pertencente à Universidade Federal  de Ouro Preto (Ufop), que é a sede da república estudantil Maracangalha, e na qual, de acordo com a lenda, vivia uma família, inteiramente vitimada pela tuberculose, no século XIX. Quando os agentes de saúde foram retirar os corpos da residência, não encontraram o do suposto filho. Segundo dizem os estudantes que moram no local, o  espírito do menino ainda ronda a casa, e sua única lembrança é um quadro, que está pendurado na parede, em meio às fotos de ex-alunos da Ufop, que por ali passaram.

O segundo caso que fomos analisar está ligado à Mina do Chico Rei, um dos pontos turísticos da cidade histórica. A área de mineração desativada recebeu esse nome em homenagem a um escravo, que teria vindo da África, onde era rei de sua tribo. Em Minas, apesar das dores do trabalho forçado, Chico Rei conseguiu juntar dinheiro e adquirir a mina de ouro. Com o metal precioso, libertou vários de seus conterrâneos, além de ter contribuído para a decoração da igreja de Santa Efigênia. Dentro da mina, que é uma propriedade privada, dizem que ainda residem os espíritos dos escravos que ali morreram, ao tentar levar embora um pouco de ouro, para pagar a carta de  alforria.

"Ouro Preto é uma cidade que foi construída em cima do poder, do dinheiro, da falta de humanismo (com respeito à escravidão). Isso ficou marcado na região, e ainda vai levar um tempo para diluir", explica a sensitiva Rosa Maria. Durante nossa investigação, ela teria contatado diversos espíritos, incluindo o suposto fantasma do menino da república Maracangalha e, ainda mais intrigante, o do próprio Chico Rei, dentro de sua mina.

Encontro Digital
(foto: Encontro Digital)


Nem todos concordam com essa visão dos fenômenos paranormais. É o caso de Márcia Cobero, professora e diretora do Instituto Padre Quevedo de Parapsicologia. Ela explica que essas manifestações consideradas  sobrenaturais, na verdade, estariam relacionadas a atividades mentais de pessoas vivas: "O corpo humano possui diversas formas de energia, incluindo a eletromagnética, no cérebro. Além disso, é possível exteriorizá-la, para atuar numa área de até 50 metros ao redor da pessoa". Seu instituto, fundado há 44 anos pelo padre jesuíta Oscar  González-Quevedo, mais conhecido como padre Quevedo – hoje está aposentado –, é especializado na análise de assuntos polêmicos como demonologia, espiritismo e curandeirismo. "Tudo indica que os próprios investigadores paranormais influenciam nos aparelhos que utilizam. Esse tipo de pesquisa que realizam só seria reconhecida pela parapsicologia, se os equipamentos fossem automáticos", diz Márcia.

Os membros do Visão Paranormal não concordam com o pensamento da parapsicóloga. "Para nós, as provas  geradas pelos equipamentos não são tão importantes quanto a paranormalidade da Rosa. O que ela está vendo e quais informações traz do mundo sobrenatural é o que valem", afirma João Tocchetto. Sua esposa concorda, e explica que falta 'sensibilidade' aos cientistas e pesquisadores: "Eles são estudiosos, não possuem a sensibilidade aflorada a ponto de terem a vivência no assunto. São racionais. Não têm o potencial paranormal suficiente", diz Rosa Maria Jaques, que também é escritora e possui cinco livros editados.

Assista, abaixo, à matéria da TV Encontro:

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