Entidades esportivas querem seguro de vida para atletas

Em audiência na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, representantes das associações de atletas usam o acidente da ex-ginasta Laís Souza, que ficou paraplégica após sofrer acidente na Rússia, como exemplo

por Agência Câmara 29/05/2014 18:41

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MF2/Divulgação
Laís Souza, ex-ginasta, ficou paraplégica após o acidente no início deste ano, e se tratamento está sendo custeado pelo COB (foto: MF2/Divulgação)
Em audiência pública realizada na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, para analisar o pedido de inclusão de seguro de vida para os atletas, os participantes se emocionaram ao falar sobre o acidente sofrido pela atleta brasileira Laís Souza. Em janeiro deste ano, 11 dias antes do início das olimpíadas de inverno de Sochi, na Rússia, ela se acidentou gravemente durante um treinamento de esqui, que a deixou tetraplégica.

Segundo a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), a grande maioria desses profissionais se dedica exclusivamente ao esporte e, quando terminam a carreira, ficam desamparados financeiramente. Gabrilli diz que a mudança na legislação trará uma segurança aos atletas profissionais e, principalmente, aos não-profissionais, com relação a benefícios da seguridade social e da previdência. "Eles [atletas] acabam ficando de fora e não tendo vínculo com a previdência, por não serem contribuintes. E isso tem que mudar", comenta.

Quem vem buscando apoio para a aprovação desse projeto é o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que já percorreu vários estados para angariar fundos na campanha de financiamento do tratamento de Laís Souza. O representante do COB, Marcos Vinícius Freire, diz que a mudança na legislação é o primeiro passo para amparar os atletas brasileiros: "Apesar de ser um momento ruim, é um momento que a gente consegue mexer em leis. É isso que estamos esperando". Ele lamentou o fato de que o assunto vem sendo discutido há mais de 120 dias desde o acidente, e "ainda não termos qualquer solução".

Para o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve, Stefano Arnhold, faltam informações que auxiliem os atletas em casos de acidentes, e que somente um discussão mais ampla poderá ajudar no aprimoramento da legislação. "O que é muito importante é que eles estejam segurados. Talvez, nem todos eles conheçam os detalhes de suas apólices de seguros. E essa discussão é muito pertinente, ela é muito oportuna", afirma Arnhold.

A audiência oficializou a criação do Projeto de Lei 7622/14, que determina a contratação de um seguro de vida aos atletas olímpicos e paraolímpicos, e que prevê também a assistência ao atleta não-profissional e aos que participam de competições nacionais e internacionais, e que ainda será analisado pelas comissões da Câmara.

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