Pesquisadores da UFMG encontram vírus gigante na Amazônia

O samba vírus, como foi batizado, é o maior já encontrado no Brasil

por Marcelo Fraga 30/05/2014 17:16

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ICB/UFMG/Divulgação
O vírus "gigante" brasileiro foi encontrado nas águas ácidas do Rio negro, na Amazônia (foto: ICB/UFMG/Divulgação)

Uma descoberta feita por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pode abrir novos caminhos no estudo de seres microscópicos. Nas águas do Rio Negro, em plena floresta amazônica, em 2011, a equipe, coordenada por Jônatas Abrahão, professor de microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas, encontrou um vírus "gigante" – em comparação aos demais micro-organismos desse tipo. Ele é o maior já descoberto no país. Batizado com um nome bem brasileiro, o samba vírus, se comparado ao que causa a poliomelite, por exemplo, teria o tamanho de um tiranossauro se colocado ao lado de um ser humano.

O organismo foi isolado pela equipe de pesquisadores e transportado para o laboratório na época da descoberta, porém, só agora os estudos sobre o vírus foram concluídos, como explica o professor Jônatas Abrahão: "É um estudo complexo, por se tratar de uma estrutura com DNA extenso, maior do que as dos vírus mais comuns". O pesquisador diz ainda que a Amazônia foi escolhida como destino da expedição científica que terminou com a descoberta do vírus gigante, por ser um dos mais importantes e completos biomas do planeta.

Com relação à possibilidade de o samba vírus causar doenças, principalmente em seres humanos, o pesquisador explica que ele pertence à classe dos mimivirus, que têm estrutura semelhante à dos organismos responsáveis por problemas respiratórios, como a pneumonia: "Verificamos que o samba é capaz de se multiplicar em células humanas, mas nos testes que realizamos, ele não causou nenhuma doença".

Na avaliação de Jônatas, o trabalho feito junto com sua equipe deixa um grande legado para a ciência, sobretudo no que diz respeito à geração e compartilhamento de conhecimentos sobre os chamados vírus gigantes. Aliás, após a publicação do estudo nas principais revistas especializadas, a equipe vêm recebendo diversos convites – do Brasil e até do exterior – para palestras sobre o tema.

Confira um comparativo do tamanho do vírus gigante com outro, comum (em nanômentros, ou seja, um milhão de vezes menor que 1 cm):

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