Proibido uso de andadores em escolas de Belo Horizonte

Seguindo tendência de outros países, comissão da Câmara Municipal aprova projeto que quer restringir o uso desse produto nas instituições de ensino, para diminuir o número de acidentes com crianças pequenas

por Fernanda Nazaré 02/06/2014 18:29

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O aparelho que "ajuda" crianças pequenas a andar pode se tornar um verdadeiro risco à sua saúde (foto: Divulgação)
Uma causa já defendida por pediatras em todo o mundo, virou tema de debate entre os vereadores de Belo Horizonte. O projeto de lei 1025/14, que pretende proibir o uso de andadores infantis em creches e escolas públicas ou particulares da capital, foi aprovado pela Comissão de Diretos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal.

A comunidade médica condena o uso dos aparelhos chamados de andadores, por apresentar risco de acidentes graves para as crianças pequenas. No Canadá, a venda desse tipo de produto foi proibida em 2004 – por enquanto, o único país a adotar essa medida mais rigorosa. De acordo com a pediatra e presidente do comitê de segurança infantil da Sociedade Mineira de Pediatria, Cynthia Regina Tangari Coelho, casos de crianças machucadas pelo uso de andador nos atendimentos de hospitais públicos é frequente, e já se teve até quadros mais graves, que levou à morte. "Ele (andador) é um instrumento para acidentes. Não se deve nunca comprar, mesmo que os pais pensem que conseguirão vigiar o uso. Além de machucar a cabeça e os olhos, a criança pode até quebrar o braço. A maioria das lesões é grave", explica a médica.

Ainda segundo Cynthia, o andador é um veículo que se move a 1m/s (metro por segundo ou 3,6 km/h), o que é uma velocidade considerada alta para que os pais consigam acompanhar seu uso com segurança pela criança. O pior é que os acidentes mais graves acontecem porque o aparelho não possui freio ao alcançe da criança, que pode cair de lugares altos, como escadas. "Um acidente desses pode causar traumas no crânio, levando a problemas neurológicos e até à morte", alerta.

O projeto de lei da Câmara de BH que trata do assunto, e que teve parecer favorável aprovado pelos vereadores que integram o colegiado de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor, ainda precisa tramitar pelas comissões de Saúde e Saneamento e de Educação antes poder ser apreciado em plenário.

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