Beleza exótica e ar puro

Bem conservado, parque ecológico Marcos Mazzoni é boa alternativa para quem quer dar um basta na correria do dia a dia e relaxar com amigos ou família

por Veridiane Marcondes 06/06/2014 16:25

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João Carlos Martins/Encontro
O que eu quero é sossego: com área total de 14 mil m², parque é ao mesmo tempo local de repouso e convivência para os moradores do Cidade Nova (foto: João Carlos Martins/Encontro)


Em meio a edifícios e casas, às margens da avenida José Cândido da Silveira, encontra-se uma área verde de 14 mil m². Esse local é o Parque Ecológico e Cultural Marcos Mazzoni, onde predominam vegetação exótica, ornamental e árvores frutíferas, que cobrem 70% do local.

O nome do parque é uma homenagem ao artista plástico Marcos Mazzoni, que foi morador do Cidade Nova e teve papel fundamental na criação da área. Sua casa ficava em frente a um terreno grande que ele vislumbrava ser uma área de lazer pública. A inquietação do artista mobilizou os moradores, e assim criou-se uma rede de aliados em favor da construção do parque. O sonho foi realizado em 1990, quando a área ecológica foi viabilizada a partir do anteprojeto arquitetônico de Marcos Mazzoni e de seu filho Marcos Mazzoni Filho. Inicialmente, recebeu o nome de Parque Ecológico e Cultural do Cidade Nova. Depois da morte de seu fomentador, em 2002, o nome do artista foi dado ao local.

João Carlos Martins/Encontro
Marina Mazzoni e a tentativa de inaugurar um museu: "O público precisa ter acesso às obras do meu pai e entender a importância dele para a história de Minas" (foto: João Carlos Martins/Encontro)
Mazzoni recebeu diversos prêmios com suas obras de arte, algumas delas em exposição no parque. A vocação para a cultura foi passada para sua filha Marina Mazzoni, de 55 anos, publicitária e especialista em história de Minas. Ela luta para transformar a casa onde o pai morou em museu, onde suas obras ficariam expostas. “O público precisa ter acesso às obras do meu pai  e entender a importância dele para a história de Minas”, afirma.

Segundo o Departamento de Parques da Regional Nordeste, a população do entorno valoriza e dá importância ao equipamento público. O parque conta com biblioteca, cujo acervo tem aumentado com doações de pessoas e instituições, e abriga projeto voltado para a população idosa, realizado por Rita Félix, de 76 anos e professora de educação física.

Não é difícil encontrar frequentadores assíduos do parque. Luciana de Paula, de 38 anos, gestora cultural, é uma. Para ela, o parque faz toda a diferença no estilo de vida do bairro, porque é lá que as pessoas se encontram e interagem. “O parque nos permite levar uma vida em comunidade, como se estivéssemos em uma cidade pequena, mas com a comodidade da capital”, conclui.

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