Chilenos esperam disputa acirrada contra o Brasil

Já no clima da partida das oitavas de final contra a seleção brasileira, torcida chilena aposta nos pênaltis, e, assim, ter a sorte de vencer o Brasil

por Fernanda Nazaré e Marina Santos 28/06/2014 09:21

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Fernanda Nazaré/Encontro Digital
O chileno Alberto Enrique Blach acredita que o jogo deve ir para os pênaltis, para o Chile ter chance de ganhar (foto: Fernanda Nazaré/Encontro Digital)
O embate está marcado para as 13h no Mineirão, neste sábado. Brasil e Chile se enfrentam diante dos mineiros e de uma apaixonada torcida chilena. O coro já está engrossando. Na noite de sexta-feira já era possível escutar na Savassi – o point da Copa em BH – o mais famoso grito da torcida: "Chi, Chi! Le, Le! Chi-Chi-Chi, Le-le-le. Viva, Chile!".

Os chilenos estão empolgados com a seleção, que já está sendo considerada a melhor da história do país. Mas, são realistas e esperam uma partida dura, e contam até com uma disputa de pênaltis. Afinal, para o nativo de Vina del Mar, Alberto Enrique Blanch, de 65 anos, o fator sorte pode ser decisivo para a vitória do seu país: "Acredito que vamos para os pênaltis e tenho muita fé que podemos ganhar. Para ganhar nas penalidades tem que ter sorte".

Morando nos Estados Unidos há mais de vinte anos, Alberto, que é funcionário de uma multinacional, veio para o Brasil especialmente para assistir a este jogo junto com os colegas de trabalho. Com menos de 24 horas de estadia na capital mineira, ele diz já estar encantado com a cidade e com a recepção das pessoas, o que torna o resultado da disputa no Mineirão algo secundário. "Esta Copa é da união dos países, é da América do Sul, de todos os latinos. O mais importante para mim é ver o Chile jogar, cantar o hino nacional", afirma.

Quem também aposta nos pênaltis é o engenheiro de produção José Tomás Barriga, de 27 anos: "Se fosse arriscar um resultado, diria que vai para os pênaltis. E aí, acho que Chile vai ganhar. Mas se houver gols durante o jogo, acho que a vitória será do Brasil por 2 a 1". Além disso, ele acredita numa vantagem da seleção chilena, que é não sofrer a mesma pressão psicológica que os meninos do Brasil, que têm de fazer bonito dentro de casa. "Nós não temos nada a perder", acrescenta.

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Os primos Esteban Salinas e Patricio Tamarín não se importam com uma possível derrota do Chile, já que adoraram a receptividade brasileira (foto: Fernanda Nazaré/Encontro Digital)


Na cidade desde o início da semana, o jovem está hospedado na casa de amigos que conheceu há quatro anos, durante um intercâmbio. Em bom portunhol, ele conta que ficou dois dias no Rio de Janeiro e que vai voltar para casa neste domingo. "É o fim das minhas férias, comprei os ingressos das quartas de final, mas meu chefe não me deixou ficar", lamenta.

Já uma dupla de primos que carregava a bandeira do Chile era pura empolgação. "Chegamos hoje às 3h da manhã", conta o professor de educação física, Esteban Salinas, de 24 anos. Da cidade de Santiago, ele veio acompanhado do primo mais velho, o advogado Patricio Tamarín, de 41 anos, morador de Osorno, região de Los Lagos, no Chile.

Esteban quer que o resultado de 2 a 1 seja para o Chile. "Mas se perder, vamos continuar celebrando, por que ganha todo mundo. Ganha o Chile, ganha o Brasil, todos ganham", diz, mostrando a simpatia que os chilenos têm pelo povo brasileiro e a alegria de celebrar a participação do país na competição da Fifa. Seu primo faz parte da torcida que acredita na tática de usar a sorte dos pênaltis para vencer a seleção canarinho. "A história diz que o Chile não vai ganhar amanhã, mas pode ser que tenhamos pênaltis. Eu acredito que não há nada que a força do coração não possa mudar", diz.

Mesmo com diferentes palpites entre os "hinchas" do Chile quanto ao placar do jogo, em uma colocação foram unânimes: estão adorando a hospitalidade brasileira. "De todas as Copas, a do Brasil está sendo a melhor; pelas pessoas felizes, pelo jogo. Este país é o máximo", diz Esteban.

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