Após demolição do viaduto que caiu, avenida será reaberta em breve

Poucos dias depois do trágico desmoronamento de grande parte do viaduto Guararapes na av. Pedro I, em BH, a via deverá ser liberada ao tráfego, possivelmente no final de semana

10/07/2014 09:29

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Divulgação
A demolição dos escombros do viaduto Guararapes que caiu sobre a av. Pedro I, em Belo Horizonte, começou na última segunda, dia 7, e já foi finalizada (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Divulgação)
Autoridades municipais estudam liberar o trânsito na avenida Dom Pedro I, na região norte de Belo Horizonte, no próximo sábado (12), mas ainda não sabem ao certo quando será autorizada a demolição da alça do viaduto Batalha dos Guararapes, que ainda está de pé. O viaduto desabou sobre a via, uma das mais movimentadas da capital mineira, no último dia 3, matando duas pessoas e ferindo pelo menos 23.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Alexandre Lucas, a via já está sendo concretada e recuperada, mas será preciso esperar que o asfalto seque. O buraco aberto para retirada do Fiat Uno atingido pela estrutura já está sendo concretado. "Isso tem que ser feito com muito cuidado, muito planejamento. A liberação da pista tem de ser feita com pressa, mas com segurança", explica Lucas. Os trabalhos de demolição e remoção dos escombros da parte do viaduto que desmoronou foram concluídos no dia 8 deste mês.

O coordenador da Defesa Civil diz ainda que os outros viadutos que integram o complexo de obras necessárias à implementação do sistema BRT (do inglês Transporte Rápido por Ônibus) estão passando por novas vistorias técnicas. Ele descartou a hipótese de danos estruturais na outra alça do viaduto dos Guararapes. "Qualquer movimentação que o viaduto tenha sofrido está dentro da norma de segurança e é questão de milímetros. Ele foi todo escorado, além da necessidade que o projeto de segurança recomendava. Podemos ficar tranquilos. O outro viaduto está em segurança", acrescenta Alexandre Lucas.

De acordo com coronel, a estrutura restante do viaduto só começará a ser demolida após a conclusão das perícias necessárias ao esclarecimento das causas do acidente e a elaboração de um plano de trabalho que minimize os riscos e inconvenientes para os prédios vizinhos. "Como o viaduto fica muito perto dos prédios, a demolição da área embargada vai exigir um planejamento especial para que, durante os trabalhos, a queda de objetos não danifique as provas. E também para minimizar os impactos dentro das residências próximas, já que há risco de pedras atingirem as casas, e o barulho e a poeira vão ficar maiores", diz. Ele informou que representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e da construtora Cowan, responsável pela obra, já se reuniram e a intenção é que o planejamento fique pronto rapidamente.

"Estamos aventando a possibilidade de distribuir protetores auriculares para a vizinhança e, se for necessário, de retirada dos moradores do bloco vizinho por uma questão de saúde. Se for preciso, levaremos essas pessoas para um hotel", acrescenta o coronel.

(com Agência Brasil)

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