ONU: mais da metade dos infectados com Aids não sabem que têm a doença

De acordo com pesquisa da organização, o principal problema é a falta de acesso a exames e tratamento adequado, especialmente em países africanos

16/07/2014 16:44

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Mara Puljiz/CB/D.A Press
Hoje, o teste para se detectar a Aids pode ser feito de forma simples, com gotas de sangue (foto: Mara Puljiz/CB/D.A Press)
Dos 35 milhões de pessoas que vivem com HIV no mundo, 19 milhões não sabem que estão infectadas, o que corresponde a 54% do total de soropositivos. Os dados foram divulgados pelo programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids, o Unaids. A organização internacional alerta que, para dar fim à "epidemia", até 2030, é preciso ampliar esforços para acabar com a lacuna de pessoas sem diagnóstico e, consequentemente, sem acesso ao tratamento.

De acordo com o Unaids, os esforços globais para aumentar o acesso aos medicamentos antirretrovirais estão funcionando. Em 2013, 2,3 milhões de pessoas passaram a fazer uso da terapia, totalizando 13 milhões de soropositivos em tratamento no mundo. A estimativa é que, atualmente, cerca de 13,9 milhões de pessoas façam uso dessa medicação.

"Se acelerarmos os esforços até 2020, estaremos no caminho certo para acabar com a 'epidemia' em 2030", diz o diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé. "Se não conseguirmos, corremos o risco de aumentar significativamente o tempo que seria necessário para isso, adicionando uma década, se não mais", completa.

Ainda segundo o relatório, atingir a meta de encerrar a proliferação da Aids até 2030 significaria evitar 18 milhões de novas infecções por HIV e 11,2 milhões de mortes relacionadas à doença entre 2013 e 2030. Atualmente, 15 países contabilizam mais de 75% dos 2,1 milhões de casos de novas infecções registrados em 2013. Na África Subsaariana, apenas três países – Nigéria, África do Sul e Uganda – somam 48% dos casos de novas infecções no mundo.

O Unaids alerta que países como República Democrática do Congo, Indonésia e Sudão do Sul estão "abandonados" em relação ao combate ao HIV, com baixas taxas de cobertura antirretroviral e quedas mínimas ou nulas nos índices de infecção.

Dados do órgão mostram também que o risco de infecção é 28 vezes maior entre usuários de drogas; 12 vezes maior entre profissionais do sexo; e até 49 vezes maior entre mulheres transgênero (homens que se identificam como mulheres). Na África Subsaariana, meninas adolescentes e jovens mulheres representam um de cada quatro novos casos de infecção.

"Não haverá o fim da Aids sem que as pessoas sejam colocadas em primeiro lugar, sem assegurar que aquelas que vivem a epidemia sejam parte de uma nova estratégia", acrescenta o diretor-executivo do Unaids. "Sem uma abordagem centrada nas pessoas, não conseguiremos avançar na era pós-2015", conclui.

(com Agência Brasil)

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