Academia Brasileira de Letras perde três acadêmicos em um mês

Ariano Suassuna, João Ubaldo Ribeiro e Ivan Junqueira faleceram em julho e deixaram a cultura brasileira e a ABL mais tristes

24/07/2014 16:26

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Fernando Lopes/CB/D.A Press
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
O presidente da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Holanda Cavalcanti, e o o acadêmico Evanildo Bechara representaram a ABL no funeral de Suassuna, em Paulista, região metropolitana do Recife. O escritor, dramaturgo e poeta paraibano morreu no dia 23 de julho, aos 87 anos, no Real Hospital Português, onde estava internado desde o dia 21, por causa de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

Em nota divulgada logo após tomar conhecimento da notícia, Holanda Cavalcanti lembra o fato de que Suassuna é o "terceiro grande acadêmico" que a  academia perde no espaço de um mês – ele se referia a Ivan Junqueira, morto no dia 3 de julho, e a João Ubaldo Ribeiro, no dia 18 do mesmo mês.

"Estendemos à família de Ariano nossos profundos sentimentos de pesar. E, à multidão de seus amigos, leitores e admiradores no Brasil e no mundo, nossa solidariedade  pela imensa perda. Ariano reunia em sua pessoa as extraordinárias qualidades de homem de letras e de intelectual no melhor sentido da palavra, alguém que, dispondo de uma cultura invulgar, era, ao mesmo tempo, um homem de ação. À sua maneira ocupava-se e preocupava-se com os problemas sociais, focado nos da sua região", destaca o presidente da academia.

Ariano Suassuna era o sexto ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado. Em 2004, a ABL apoiou a produção do documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e exibido na sala José de Alencar da instituição. Entre as suas obras, as que ganharam mais destque foram Auto da Compadecida e O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Já o romancista João Ubaldo Ribeiro faleceu devido a uma embolia pulmonar, e seu velório ocorreu no salão dos Poetas Românticos da ABL. Ele ocupava a cadeira nº 34, eleito em 7 de outubro de 1993, no lugar de Carlos Castello Branco. O escritor baiano deixou obras importantes como Sargento Getúlio, Viva o Povo Brasileiro, O Sorriso do Lagarto, e A Casa dos Budas Ditosos.

No início do mês, o poeta e tradutor Ivan Junqueira, sexto ocupante da cadeira nº 37, da ABL, faleceu aos 79 anos, de insuficiência respiratória, no Hospital Pró-Cardiaco, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, onde estava internado há mais de um mês. Ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, ele deixou um importante legado, como a premiada tradução dos poemas de T. S. Eliot, de 1981, e os livros O Outro Lado e Testamento de Pasárgada.

(com Agência Brasil)

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