"Conflito entre Israel e Palestina ameaça a paz mundial", diz embaixador

Ibrahim Al Zebem, representante do governo palestino no Brasil, esteve em Belo Horizonte para falar sobre os confrontos na faixa de Gaza, que se intensificaram nos últimos 22 dias

por Marcelo Fraga 30/07/2014 18:26

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Hemerson Morais/Esp. Encontro
O embaixador da palestina, Ibrahim Al Zebem (centro): "Isso não é uma punição ao povo israelense, mas aos excessos que estão sendo cometidos" (foto: Hemerson Morais/Esp. Encontro)
O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zebem concedeu, na tarde da terça-feira (30), uma entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Acompanhado do presidente da Federação das Entidades Árabes, Marcelo Ferreira, Al Zebem classificou o conflito na faixa de Gaza – região com 51 km de extensão, dentro do estado de Israel –, como um genocídio cometido pelo exército israelense, e disse ainda que a guerra ameaça a paz mundial.

O conflito entre Israel e Palestina se intensificou nos últimos 22 dias, quando as forças armadas do país hebraico iniciaram uma ofensiva militar com disparos de mísseis contra o território palestino – que não é reconhecido por Israel –, seguidos de uma invasão por terra. Para o embaixador Ibrahim Al Zebem, o conflito possui motivações políticas, e precisa ser solucionado o quanto antes: "É necessário encerrar a luta armada e retomar as negociações. Para isso, é preciso vontade política de ambos os lados e uma interferência da comunidade internacional".

Segundo o representante do governo palestino, os números mostram que está ocorrendo um genocídio. Até agora, de acordo com informações divulgadas por ele, 1330 palestinos foram mortos, dos quais 40% são crianças. O embaixador afirmou ainda que o número de feridos também é alto, ultrapassando a marca dos 7 mil, o que torna ainda mais urgente um cessar-fogo.

Ajuda internacional

Al Zebem criticou o silêncio de nações influentes, como os Estados Unidos e Inglaterra, o que, para ele, é inadmissível. "Se não houver um esforço da comunidade internacional, inclusive com sanções econômicas a Israel, a guerra não vai terminar. Isso não é uma punição ao povo israelense, mas aos excessos que estão sendo cometidos", diz. O embaixador criticou o fanatismo religioso, e frisou que o objetivo da Palestina é obter um reconhecimento dos israelenses para criar um estado palestino laico, ou seja, livre da influência do islamismo.

Apoio brasileiro

Ibrahim Al Zebem agradeceu o apoio dado pelo governo brasileiro, que tem se mostrado solidário aos palestinos, e contrário aos ataques israelenses. Segundo ele, o Brasil tem dado uma demonstração de sensibilidade política "em prol da paz mundial".

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