É verdade que colchão e travesseiro afetam o sono?

Especialista explica que o uso inadequado dos dois principais elementos que usamos à noite podem, ao invés de nos fazer descansar, até provocar lesões e, claro, cansaço

por Da redação com assessorias 01/08/2014 18:11

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Acordar e sentir que não dormiu direito pode ser fruto de um colchão e um travesseiro ruins (foto: FreeDigitalPhotos.net)
Noites sem dormir, rolando na cama, e passar o dia cansado. Muita gente conhece esses sintomas, e suas consequências para a saúde. Uma boa noite de sono é fundamental para que se recupere o organismo e a mente. "Passamos quase um terço das nossas vidas dormindo. E neste período, várias funções importantes para o corpo acontecem, como a ativação da memória, o aumento de função renal e a regeneração de vários tecidos do corpo", explica o ortopedista Caio Gonçalves de Souza, médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Porém, algumas pessoas têm problemas para dormir, seja devido a problemas de saúde (como a apneia do sono), seja por questões pessoais e de trabalho (como o estresse psicológico). Mas um fator que é importante e às vezes passa desapercebido é a qualidade do colchão e, claro, do travesseiro. "Dormir no colchão certo pode ajudar a aliviar esses problemas", lembra o especialista.

De acordo com um estudo realizado pelo Research Triangle Internacional, onde mais de 16 mil noites de sono (de 128 participantes) foram avaliadas, durante quatro anos, os colchões realmente afetaram a saúde das pessoas pesquisadas. Outra informação relevante do mesmo estudo destaca que não somos capazes de determinar quais os melhores colchões para a nossa saúde.

Como escolher os dois principais "equipamentos" que nos fornecem uma boa noite de sono? "O fato de deitarmos para dormir nem sempre significa que iremos realmente descansar, porque se o colchão for muito mole, a coluna não ficará bem sustentada e isto levará a dores nas costas. Caso seja muito duro, a pessoa irá se mexer muito durante o sono e acordará cansada, com a sensação que não repousou suficientemente", defende Caio Souza.

Existem vários tipos de colchões no mercado, porém dois estão entre as escolhas principais da população: os de espuma e os de mola. Os colchões feitos de espuma possuem diferentes densidades, que devem ser levadas em conta segundo o peso do corpo. O ideal é que o colchão afunde um pouco com o peso da pessoa, principalmente na região dos quadris e dos ombros, o que permite que a pessoa deite de lado e consiga manter a coluna reta. Para os de molas, é importante que esse elemento seja entrelaçado ou ensacado individualmente, para que se mantenha estável nas regiões onde as molas não são pressionadas.

O melhor travesseiro

Assim como o colchão, o travesseiro é uma peça importante para um bom repouso. Ele deve ter a textura adequada, não sendo nem muito mole, que não suporte o peso da cabeça e deixe o pescoço torto, nem muito duro, que incomode a pessoa na hora de dormir. "Para quem costumam descansar de barriga para cima, o ideal é um travesseiro pequeno ou mediano, que permita manter a curvatura normal do pescoço. Se olharmos uma pessoa de lado, a cabeça não fica exatamente acima dos ombros, ela fica um pouco para frente, devido à lordose da coluna cervical. O travesseiro deve manter este espaço, para que o pescoço não fique em hiperextensão", explica o ortopedista.

Normalmente, um bom travesseiro deve durar cinco anos, depois deve ser trocado. Para pessoas com alergias, o ideal é evitar os modelos de pena de ganso ou flocos, preferindo os de látex ou espuma em bloco. Lembre que nem todos os modelos podem ser lavados, e que eles não devem ficar muito tempo expostos ao sol, pois isto pode levar a uma proliferação de ácaros e fungos, que podem causar alergias.

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