Parque Estadual do Rola Moça sofre com 78 focos de incêndio

No início de agosto, o fogo chegou a consumir 193,14 hectares de Mata Atlântica que compõe a região, que não sofria com incêndios há 16 anos

13/08/2014 17:27

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Edésio Ferreira/EM/D.A Press
Bombeiros trabalham para apagar incêndio que atingiu o parque estadual da Rola Moça,no início de agosto (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
De janeiro até agosto de 2014, 78 focos de incêndio já atingiram o parque estadual da Serra do Rola Moça. O maior deles, que começou na manhã do dia 5 de agosto e só foi controlado na noite seguinte (6), destruiu 193,14 hectares de Mata Atlântica, que compõe o bioma do local – esse tipo de problema não ocorria há 16 anos.

De acordo com o gerente do parque, Marcus Vinícius de Freitas, o fogo foi detectado logo quando começou, e o combate foi imediato, mas não conseguiram evitar que as chamas se espalhassem, principalmente em função das condições do tempo, seco e com fortes ventos, além das condições desfavoráveis do relevo local, que é muito íngreme. Para o gerente, não há dúvidas de que o incêndio foi criminoso. "Tudo foi muito imediato, muitos voluntários oferecendo participação, empresários oferecendo ajuda. As maiores dificuldades enfrentadas foram decorrentes das condições de acesso, em função do relevo acidentado da área", diz.

No vetor sul da região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o parque do Rola Moça, a estação ecológica de Fechos, outras unidades de conservação e áreas naturais, mesmo não protegidas legalmente, contam com a ação de três brigadas profissionais contra incêndio: da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda)/Gerdau, da Terra Brasilis/Vale e da Copasa. Além, claro, de voluntários, como a ONG Brigada 1 e a brigada voluntária da Amda. Os brigadistas profissionais são equipados com veículos e materiais próprios para combate às chamas. O parque do Rola Moça também conta com uma unidade do Corpo de Bombeiros, que está situada dentro da unidade de conservação.

A Amda vem cobrando do Instituto Estadual de Florestas a realização de aceiros (quando se tira parte da vegetação de um terreno) nas unidades de conservação vinculadas ao governo de Minas. Segundo a associação, além de contribuir para evitar incêndios, essas áreas "carecas" podem ser cruciais no combate às chamas. No Rola Moça, a Copasa, que é co-responsável por sua gestão, por captar água em diversos mananciais dentro do parque, também é responsável pela construção de parte dos aceiros de proteção. Segundo Sandro Rabelo de Andrade, coordenador da brigada da Copasa, os aceiros mecânicos foram construídos em algumas das áreas e os manuais começaram a ser implantados no dia 11 de agosto.

"A Copasa é responsável pela construção de aceiros em oito mananciais, mas a impugnação da empresa que faria o serviço atrasou o processo. Os aceiros deveriam ter sido construídos entre os meses de maio e junho deste ano, e só agora o primeiro está sendo construído", explica Sandro.

(com assessoria da Amda)

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