Natação para bebês: atividade ajuda no desenvolvimento

Segundo pesquisa, mais de 50% dos óbitos por afogamento, em crianças, acontecem em piscinas. Para minimizar esse risco, especialista recomenda aula de natação desde os primeiros meses de vida

por Fernanda Nazaré 14/08/2014 12:15

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Arquivo Pessoal
A professora e blogueira Flávia Pellegrini e sua filha Cecília, de quatro anos: "Hoje, tenho certa tranquilidade em deixá-la brincar na água" (foto: Arquivo Pessoal)
Mãe de primeira viagem, a professora universitária Flávia Pellegrini, de 34 anos, criou um blog para compartilhar as descobertas que vieram com a maternidade. Buscando viver novas experiências e estreitar laços com a filha Cecília – além de relatá-las no diário virtual –, as duas se matricularam numa aula de natação para mamães e bebês. Sua filha estava prestes a completar o primeiro ano de vida. "Escolhi essa atividade para ter um momento só nosso. Mas com o decorrer do tempo, Cecília se desenvolveu e continuamos com sua aula de natação. Hoje, tenho certa tranquilidade em deixá-la brincar na água", diz Flávia. Sua filha faz quatro anos em 2014 e já participa de aulas numa turma infantil, sozinha.

A atividade que começou como um momento de lazer para mãe e bebê, atualmente, dá segurança aos pais de Cecília, e mais, ajuda para que ela não faça parte de uma assustadora estatística. De acordo com pesquisa da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, os afogamentos são a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 9 anos. E, desses óbitos, 53% ocorrem em piscinas.

Para a professora de natação e membro Academia Brasileira de Profissionais de Natação Infantil, Renata Rodrigues, assim como a prática escolar, aulas de natação deveriam ser requisito básico na educação de uma criança, para sua própria segurança e desenvolvimento físico. "Trabalho com crianças a partir de quatro meses de vida, com a permissão do pediatra", afirma. Ainda segundo a especialista, bebês de até seis meses têm um reflexo natatório natural, ou seja, são capazes de prender a respiração e se movimentar na água. Após essa idade, o instinto é perdido. "Mesmo se o bebê já tiver passado desse período, o aprendizado e a adaptação são rápidos", explica Renata.

Garantir a segurança das crianças ao ensiná-las a nadar desde cedo foi comprovada numa pesquisa feita na Austrália, em 2009, na Universidade Griffith. Foram analisadas 10 mil crianças, menores de cinco anos, que fizeram natação desde quando eram bebês, e chegaram à fase pré-escolar com um ganho significativamente superior no desenvolvimento cognitivo, intelectual e físico.

Grávida da segunda filha, Flávia pellegrini já faz planos para Olívia – que chegará ao mundo em setembro próximo – de começar a nadar o quanto antes. "Vou matriculá-la mais cedo, antes da idade em que levei a Cecília", conta. Além da segurança em brincar na água, a mãe percebeu uma melhora no sono e no temperamento da criança, e mais, sua filha, até agora, nunca sofreu com doenças respiratórias.

Como começar

De acordo com a professora Renata Rodrgiues, os critérios observados pela blogueira para escolher a escola de natação para a pequena Cecília foram corretos. Higienização da piscina e referências de outros pais são pontos imprescindíveis. "Também dei preferência para onde tinha piscina aquecida e numa área coberta. Para mim, isso é fundamental, principalmente no inverno", diz Flávia Pellegrini.

A especialista também descarta o receio das mães de que o bebê não irá se adaptar às aulas. Segundo ela, é normal o recém-nascido chorar um pouco no primeiro contato com a água, mas a presença da mãe ameniza bastante o "choque" com o novo ambiente. Quanto à duração da aula, ela acredita que 30 minutos, duas vezes por semana é o tempo ideal: "Se ultrapassar esse período, o bebê pode ficar irritado, cansado".

Até os dois anos de vida, a mãe deve participar da aula de natação junto com o filho, e as atividades devem ser mais lúdicas, para estimular a criança. A partir daí, ela já está apta a participar de sua primeira aula sozinha.

Encontro que vai tratar do assunto em BH:

O quê: 11º Encontro Nacional de Atividade Física (Enaf) BH
Onde: Minascentro (rua Guajajaras 1022, Centro, BH), Cia Athletica (av. Olegário Maciel 1600, Lourdes, BH) e Colégio Claretiano (rua Aimorés 1583, Lourdes, BH)
Data: 15 a 17/8
Horário: de acordo com a atividade
Informações e inscrições: (31) 3037-6862 ou www.enaf.com.br

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