Entenda o que pode ter acontecido ao voo de Eduardo Campos

O trágico acidente que vitimou o candidato a presidente do Brasil e outras seis pessoas, no dia 13 de agosto, levanta várias hipóteses. Confira uma explicação de um piloto profissional à Encontro sobre o processo de aterrissagem e arremetida, que levou à fatídica queda

por João Paulo Martins 15/08/2014 09:47

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Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação
O avião Cessna que transportava o candidato a presidente Eduardo Campos atingiu oito casas antes de explodir no chão, chegando a afundar quase 4 metros na terra (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Divulgação)
A aeronave Cessna 560XL, havia deixado o aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em direção à cidade de Santos, onde o presidenciável Eduardo Campos teria compromissos. Por volta das 10h, o avião não contatou mais a base aérea de Santos, onde pousaria, e testemunhas avistam um objeto em chamas caindo sobre residências na rua Vahia de Abreu, esquina com rua Alexandre Herculano, no bairro do Boqueirão, que fica na Ilha de São Vicente, na cidade litorãnea paulista. Estava confirmada a queda do Cessna e a morte de todos os ocupantes: o candidato Eduardo Campos, o fotógrafo Alexandre da Silva, o assessor de imprensa Carlos Augusto Leal Filho, os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins, Pedro Valadares Neto e Marcelo Lira.

Para entender o que poderia ter levado a esse acidente que chocou todo o Brasil, conversamos com o piloto profissional Juarez – nome fictício, já que não quis se identificar –, formado pela escola de pilotagem do aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte. Ele mostra a carta de aproximação, documento que é obrigatório em todo voo, e que diz ao comandante da aeronave como proceder para o procedimento de aterrissagem, por exemplo. "É possível ver as altitudes necessárias para a preparação do pouso e até em caso de emergência, quando se tem de arremeter", diz.

No caso da queda do Cessna em Santos, e levando em conta o áudio entre o piloto e o controle de voo em São Paulo, divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil, o piloto fez todo o procedimento correto de aproximação na base aérea. O estranho é que não se tem nenhum sinal de problema técnico emitido da aeronave. "Em caso de emergência, o comando 'mayday' é mundialmente reconhecido como falha técnica e necessidade urgente de pousar", explica Juarez.

No momento em que eram feitos esses procedimentos, a condição climática na cidade litorânea era de chuva, não muito forte, com visibilidade para os pilotos de 3 km na vertical. O vento não era forte, e chegava a 12 km/h na cabeceira da pista da base aérea. O dois especialistas ouvidos pela Encontro – ontem e hoje –, o clima não seria um problema para uma aeronave do porte do Cessna 560XL.

Confira abaixo o vídeo que fizemos com nosso especialista, e que explica o lado técnico do ato de se aterrissar um avião:

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