Muitas pessoas demoram até seis anos para tratar problemas de audição

Segundo uma fonoaudióloga, ao contrário dos óculos, que viram até acessórios da moda, aparelhos que ajudam a ouvir melhor ainda sofrem com o preconceito e falta de conhecimento

por Da redação com assessorias 21/08/2014 10:37

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Freedigitalphotos.net
O uso de fones de ouvido com alta intensidade sonora pode levar à perda auditiva (foto: Freedigitalphotos.net)
Muitas pessoas usam óculos de grau, sem nenhum constrangimento, inclusive com armações modernas e coloridas. Então, por que no caso de deficiência auditiva, ainda existe tanta resistência no uso de aparelhos? Hoje, eles também são discretos, minúsculos e muitos nem aparecem no ouvido. O fato é que apenas 40% das pessoas com algum tipo de perda auditiva reconhecem que ouvem mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore, em média, seis anos para tomar alguma providência.

Ao sentir alguma dificuldade para ouvir, a pessoa deve consultar um médico otorrinolaringologista, que irá avaliar a causa, o tipo e o grau da problema auditivo. A partir do resultado de testes, como o de audiometria, feito por fonoaudiólogos, será indicado o tratamento mais adequado. Muitas vezes, o uso de aparelho dá suporte às dificuldades. "Não há demérito algum em usar dispositivo para melhorar a audição. Atualmente, existem equipamentos modernos, com tecnologia digital e quase imperceptíveis, que não ofendem a vaidade de quem usa. Por que não fazer uso dessa tecnologia e ouvir melhor, sentindo-se mais confiante para conversar com os familiares, amigos e colegas de trabalho?", diz a fonoaudióloga Marcella Vidal.

Quando a opção dada pelo médico é o uso de aparelho, alguns pacientes se sentem punidos. "Infelizmente, muitas vezes, quando se procura tratamento, o caso já está grave. A perda da audição se dá de maneira lenta e progressiva e, com o decorrer dos anos, a deficiência atinge um estágio mais avançado", explica o especialista.

Idade

São mais de 15 milhões de brasileiros com algum tipo de dificuldade auditiva, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. No balanço do órgão da ONU estão incluídos 12 millhões de pessoa com mais de 65 anos. No caso dos idosos, o déficit de audição ocorre geralmente por causa de mudanças degenerativas naturais do envelhecimento, chamadas de presbiacusia.

A maioria das pessoas que sofre com esse problema começa a perder a audição quando há um declínio na capacidade de ouvir sons de alta frequência, mais agudos. Portanto, o primeiro sinal pode ser a dificuldade em entender o que as pessoas dizem para você.

À medida em que o indivíduo envelhece, as células ciliadas da orelha interna começam a degenerar, mas, em algumas pessoas, a perda da audição ocorre mais cedo e mais rápido. Muitos começam a sentir o problema quando têm entre 30 e 40 anos. Pesquisas indicam, inclusive, que o hábito dos jovens em ouvir música com volume intenso, por meio de fones de ouvido, leva a perdas auditivas cada vez mais cedo na população. Atualmente, um em cada cinco adultos tem problemas auditivos e mais da metade das pessoas com idade acima de 80 anos apresenta dificuldades para ouvir.

Confira abaixo a evolução dos aparelhos auditivos:

Telex.com.br/Reprodução
(foto: Telex.com.br/Reprodução)

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