Prevenção do infarto pode estar no DNA

Estudo genético consegue achar os cromossomos responsáveis por desencadear problemas futuros ligados ao coração

por Da redação com assessorias 27/08/2014 18:26

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Thiago Fagundes/CB/D.A Press
(foto: Thiago Fagundes/CB/D.A Press)
No Brasil, cerca de 300 mil pessoas por ano sofrem infarto agudo do miocárdio, sendo que 80 mil morrem – ou seja, equivale a uma morte a cada 5 minutos. No planeta, a estimativa é que 17 milhões de indivíduos sofram desse mal, que tem acometido cada vez mais mulheres e jovens. A predisposição genética colabora com esses números. Assim, identificar os riscos pessoais pode ajudar a reverter esses dados preocupantes.

Dados recentes divulgados pelo departamento de informática do Sistema Único de Saúde apontou um aumento de 13% no número de internações de jovens por infarto no último ano. O dado preocupa, pois, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença é a maior causa de mortes no mundo. Segundo pesquisa feita pelo Hospital do Coração de São Paulo, em cerca de 20 anos, o número de morte em decorrência de distúrbios cardíacos entre mulheres deve ultrapassar o de homens. Estresse, má alimentação, sedentarismo e tabagismo são fatores de risco, mas a predisposição genética tem função fundamental no desenvolvimento deste mal, independente da idade ou do sexo.

"O mapeamento dos genes relacionados a problemas cardiovasculares antecipam as intervenções relacionadas à prevenção em um tempo considerável. Fica cada vez mais evidente que as alterações encontradas em exames de check-up corriqueiros, como os de sangue, que mede as taxas de colesterol, triglicérides, glicose, insulina e ácido úrico, e que podem antecipar o perigo de aparecimento de um evento cardiovascular, no futuro, têm sempre relação com alguma alteração genética. Desta forma, pode-se antecipar ainda mais as medidas de prevenção com medicamentos e mudanças de hábitos", explica o cardiologista Ricardo Diaz, diretor médico do Centro de Genomas.

Ficar atento aos números alarmantes de doenças coronarianas é essencial, uma vez que uma pesquisa feita em 130 cidades brasileiras apontou que a maioria das pessoas não dá importância aos sinais do coração. Entre as doenças que mais assustam apenas 16% citaram problemas cardiovasculares. Um número bem menor em relação ao câncer (76%) e à Aids (53%).

O sinal de alerta deveria disparar, especialmente, para as pessoas com histórico familiar, pois elas já possuem uma característica importante, ou seja, a herança genética. Mas a falta de casos entre familiares, não é um fator de segurança. "Muitas vezes, o desgaste dos vasos e do coração passa despercebido, levando a um envelhecimento prematuro desses órgãos, não deixando claro um histórico familiar. Desta forma, no mundo ideal, todos deveriam fazer o teste de risco genético para fenômenos cardiovasculares, de modo preventivo", defende o especialista.

Isso por que infarto, aumento da pressão arterial e trombose podem levar a derrames e perda da função do coração. Todos representam um dano considerável ao corpo. Assim, quanto mais cedo se identificar os fatores de perigo, maiores as chances de não sofrer algum desses problemas. "Quanto mais precoce for o mapeamento genético, melhor. Isso porque algumas medidas preventivas podem ser necessárias para a vida toda, e quanto antes iniciadas, maior a eficácia", afirma Ricardo Diaz.

Segundo o médico, são mapeados 12 marcadores genéticos capazes de apontar o tipo de ameaça e de intervenção a ser feita. É bom ressaltar, porém, que esses indicadores não necessariamente implicam que determinado mal ocorrerá. Alguns fatores externos precisam "ativar" os genes, para que ocorra a modificação que vai levar ao problema ligado ao coração.

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