Brasil testa foguete movido a álcool

Até então nossos lançamentos só utilizavam o chamado combustível sólido, muito parecido com a pólvora, e que é muito ultrapassado. Agora, com a tecnologia líquida e não poluente, nos aproximamos dos países de primeiro mundo

29/08/2014 17:43

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Instituto de Aeronáutica e Espaço/Divulgação
O foguete é o primeiro do Brasil com combustível líquido, e, neste caso, nosso etanol (foto: Instituto de Aeronáutica e Espaço/Divulgação)
O combustível de seu carro também poderá, no futuro, levar o homem ao espaço. Isso por que foi lançado o foguete VS-30, no Centro de Alcântara, no estado do Maranhão, para testes com um motor movido por combustível líquido à base de álcool. Desenvolvido pela empresa Orbital Engenharia em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica, já foram realizados outros 12 voos com a propulsão "verde".

A carga útil, denominada estágio propulsivo a propelente líquido, utiliza etanol e oxigênio líquido, como explica o coordenador do projeto, coronel-aviador Avandelino Santana Júnior: "O que estamos tentando obter com este voo são dados do desempenho do motor em elevadas altitudes e condições de ambiente espacial". Ele lembra que esse sistema já é conhecido pelos cientistas da Aeronáutica e que já foi testado em laboratório.

O objetivo da "missão" – na verdade o foguete é lançado em direção ao oceano Atlântico – é a utilização futura do combustível líquido menos populente para o lançamento de satélites, suportando pesos maiores e alcançando altitudes mais elevadas. Até então, os lançamentos de espaçonaves em solo brasileiro eram feitos apenas com propulsores sólidos (mistura de nitrato, carbono e enxofre, quase uma pólvora). "Os maiores satélites colocados em órbita são por meio de motores com carga líquida, mas, até então, o país não dominava essa tecnologia. Com ela, temos a vantagem do desempenho e de operações com maior precisão", explica o coronel.

Segundo ele, serão abertas novas possibilidades no desenvolvimento de motores e na aplicação em outros veículos aeroespaciais brasileiros. O voo do VS-30 deve durar em torno de dois minutos e não haverá recuperação da carga útil. O tempo é pequeno, mas suficiente para a transmissão e coleta dos dados da performance do motor do foguete, segundo o coordenador da operação, que tem o apoio da Agência Espacial Brasileira e o acompanhamento da agência espacial alemã.

(com Agência Brasil)

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