Venda de flores e plantas deve crescer até 10% no Brasil

Apesar da seca que vem assolando a região sudeste do país, os produtores de flores e plantas esperam um faturamento de cerca de 5,7 bilhões em 2014

por Da redação com assessorias 05/09/2014 15:18

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Cooperflora/Divulgação
O Brasil tem 8 mil produtores de flores e plantas, que cultivam mais de 350 espécies, num mercado que cresce a cada ano (foto: Cooperflora/Divulgação)
Apesar da falta de mão de obra qualificada e da ausência de chuvas na região sudeste do país, o setor da floricultura espera um crescimento entre 8% e 10% este ano.O aumento do poder aquisitivo do consumidor, a abertura de novos canais de venda e as tendências em usar flores e plantas ornamentais na decoração de interiores devem fazer com que o setor movimente cerca de 5,7 bilhões em 2014.

Em vez de reclamar de crises e criticar os problemas que afetam a economia brasileira e mundial, os produtores de flores e plantas ornamentais preferem arregaçar as mangas, usar a criatividade e investir em tecnologia e em capacitação para o abastecimento do mercado. O resultado é um crescimento em relação ao ano passado, com índices muito acima da média da economia nacional. A previsão até dos menos otimistas é a de que o mercado brasileiro de flores e plantas mantenha o ritmo de crescimento que vem registrando desde 2006.

Para driblar a falta de mão de obra qualificada os produtores decidiram investir em tecnologia e automação de seus processos. Além disso, criaram, por meio da Câmara Federal Setorial de Flores e Plantas Ornamentais, um curso de capacitação que, em 2014, formou 30 multiplicadores originários de vários estados. "Eles se transformaram em gestores para levar o conhecimento tecnológico a produtores de todo o Brasil", diz Silvia Van Rooijen, presidente da câmara setorial. Ela ainda explica que, com a finalidade de fixar a escassa mão de obra, os produtores têm oferecido moradia nos próprios sítios e fazendas: "Como não há sazonalidade para grande parte das produções, o emprego é garantido o ano inteiro e com carteira assinada. Tem funcionado, já que entre 70% a 80% da mão de obra do campo é feminina".

O investimento em tecnologia ajudou a driblar a falta de chuvas na região sudeste. O produtor Jan De Wit, que cultiva flores em Holambra, interior de São Paulo, vem utilizando, na cultura de lírios, o piso de cultivo, um sistema de inundação e drenagem que proporciona a economia de 50% a 75% de água e de 30% a 50% de adubo. Praticamente todos os produtores da principal cidade especializada em flores no país, contam com estufas climatizadas, que controlam a umidade, o calor e a luminosidade. Assim, embora o calor possa ter afetado a qualidade de algumas espécies, a escassez de água não afetou o mercado, exceto em alguns casos isolados.

O Brasil conta, atualmente, com 8 mil produtores de flores e plantas – a cidade de Barbacena, no sul de Minas, é reconhecida pela qualidade de suas rosas. Juntos, eles cultivam mais de 350 espécies com cerca de três mil variedades. Sendo assim, o mercado de flores é uma importante engrenagem na economia brasileira, responsável por 206 mil empregos diretos, 102.000 (49,5%) relativos à produção, 6.400 (3,1%) relacionados à distribuição, 82.000 (39,7%) no varejo e 15.600 (7,7%) em outras funções, principalmente de apoio.

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