Conheça a doença que fez Kate Middleton revelar sua segunda gravidez

Enjoos durante esse período é normal, mas caso seja constante, pode revelar outras doenças e, em casos extremos, até levar à morte. Especialista explica mais sobre a hiperêmese gravídica e dá dicas de como amenizar os sintomas

por Fernanda Nazaré 09/09/2014 09:27

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Paul Shaw/The Prime Minister%u2019s Office/Divulgação
Kate Middleton e seu marido, príncipe William, tiveram de antecipar o anúncio da chegada do segundo 'bebê real', devido à hiperêmese gravídica (foto: Paul Shaw/The Prime Minister%u2019s Office/Divulgação)
A família real britânica fez o anúncio: príncipe William será pai pela segunda vez. Quebrando o protocolo, na segunda-feira, dia 8 de setembro, a gravidez da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, foi confirmada antes mesmo de se completar três meses de gestação. O motivo, segundo a assessoria da realeza britânica, foi evitar que, com o cancelamento de alguns compromissos que ela faria ao lado do marido, surgissem especulações na mídia sobre o relacionamento do casal. A verdade é que Kate está sofrendo com os enjoos dos primeiros meses de gestação, e foi diagnosticada com hiperêmese gravídica. Sem condições de cumprir a agenda, ela está sob os cuidados dos médicos do palácio de Kensington, em Londres, Inglaterra.

De acordo com o obstetra Frederico Peret, diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais, ter enjoos até a 12ª semana de gravidez é um bom sinal. "Estar enjoada é um indicativo de boa adaptação à gestação. Mulheres que não percebem ou não se sentem grávidas, logo no início, às vezes, têm algum problema nos últimos meses de gravidez", afirma.

Mas, quando os enjoos começam a afetar o cotidiano da mulher, provocando perda de peso e desidratação, é hora de reavaliar esse quadro. Como explica o especialista, grávidas com problemas de saúde anteriores à gestação, como distúrbio da tireóide ou do estômago, também podem desenvolver a hiperêmese gravídica – forma grave de enjoo em gestantes e que precisa de tratamento. Outro motivo que leva ao desenvolvimento dessa doença é o excesso de placenta, o que aumenta a produção do hormônio HCG, muito comum em gravidez de gêmeos ou trigêmeos. Em casos mais graves, a hiperêmese pode levar ao surgimento de tumor na placenta, fazendo com que o feto não se forme corretamente e seja preciso interromper a gestação.

O emocional da futura mamãe também é um fator que pode potencializar os enjoos. "Alguns estudos dizem que as ânsias de vômito podem estar associadas a um distúrbio emocional. Um suporte psicológico para as mulheres nessa condição é fundamental. Não existe medicação que ajude a melhorar esse quadro, a não ser o cuidado e o afeto que ela precisa", explica o obstetra.

Normalmente, após o quarto mês de gestação, o mal-estar passa. Sentir-se enjoada após esse período é raro, mas não é um problema. Peret diz ter presenciado apenas dois casos em que grávidas relataram enjoos mesmo depois do quinto mês. Isso em seus 20 anos de profissão.

Veja algumas dicas para amenizar os enjoos durante a gestação:

  • Coma regularmente

  • Evite alimentos gordurosos, pois o metabolismo, nessa fase, está alterado, e a digestão se torna mais complicada

  • Nunca durma em jejum. Isso aumenta a ânsia de vômito na hora de se fazer a primeira refeição do dia

  • Dê preferência a alimentos frios e mais cítricos no café da manhã

  • Algumas grávidas, que enjoam facilmente, respondem muito bem à inclusão de gengibre nas refeições, como em chás e sucos

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